Ibama/SC autoriza abate de Javalis em uma propriedade

Atendendo ao pedido de um proprietário (Processo no 02026.003878/2004-76) o IBAMA/SC autorizou o abate de Javalis em uma propriedade de cerca de 3000 hectares em Chapecó, no oeste do estado de Santa Catarina. A espécie, originária da Europa, ocorre des

  
  

Atendendo ao pedido de um proprietário (Processo no 02026.003878/2004-76) o IBAMA/SC autorizou o abate de Javalis em uma propriedade de cerca de 3000 hectares em Chapecó, no oeste do estado de Santa Catarina.

A espécie, originária da Europa, ocorre desde o leste da Ásia Central e Meridional e o sul da África Setentrional e foi introduzida no Uruguai e Argentina há alguns anos, tendo então invadido parte do território sul brasileiro.

Os javalis estariam sendo responsáveis por significativa destruição das culturas de milho do solicitante, assim como por causar danos ao meio ambiente como a poluição de nascentes, destruição de árvores e impedir a regeneração de florestas.

O Núcleo de Fauna do IBAMA/SC pretende fazer desta uma experiência piloto para subsidiar uma possível liberação do abate do javali em todo estado, caso exista demanda para tal.

No Rio Grande do Sul, por ter sido considerada danosa aos cultivos de grãos, o abate do javali já foi liberado em todo estado nos anos de 1995, 2002 e 2003.

A introdução de espécies exóticas como o Javali é a segunda maior causa de perda de diversidade biológica e tratados internacionais como a Convenção da Diversidade Biológica indicam o controle ou erradicação destas espécies entre os países signatários, em virtude da ameaça que as mesmas representam para os ecossistemas.

O método utilizado para o abate dos javalis na propriedade em questão será o de constituição de `cevas`: algumas áreas serão preparadas com ambiente propício a espécie e com uma disponibilização regular de comida.

O técnico responsável ficará em pequenos mirantes previamente construídos próximos aos locais da `ceva` e procederá ao abate com arma de fogo (respeitando a legislação vigente), quando os citados animais vierem se alimentar.

Os dados relativos ao abate dos javalis serão coletados, assim como amostras de sangue para identificação fenotípica e genotípica dos indivíduos, o que permitirá indicar sua origem: cativeiro ou natureza.

Os produtos e subprodutos obtidos da captura ou abate não poderão ser comercializados, não se responsabilizando o IBAMA pela qualidade para consumo dos mesmos.

A medida tomada pelo órgão visa sobretudo a preservação do meio ambiente, amparando-se legalmente na legislação, mais precisamente na Lei 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998, que em seu Artigo 37.

Fonte: IBAMA

  
  

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José M. M. Vieira

José M. M. Vieira

21/10/2008 20:58:34
Se os javalis estão causando problemas, em Santa Catarina, por que o IBAMA não libera a
caça e resolve o problema ?
Está esperando o que ? Punir caçadores furtivos ? Punir proprietários prejudicados ?

Dagoberto Castoldi

Dagoberto Castoldi

7/10/2008 19:41:39
gostei, da materia do site, e cheguei até aqui, por que sou representante de carnes de avestruz, cordeiros e cabritos, e procuro alguma empresa para representar venda de carne de javali, se puderem ajudar, desde já meu mui obrigado.........

Carlos A. Mendes

Carlos A. Mendes

10/9/2008 18:40:21
O abate, atraves da caça, regulamentada, pode ajudar na contenção da expanssão do Javali no ambiente. Já que a cruza do mesmo c/ suinos "alongados" resulta em animais pesados, destruidores e ferozes contra o homem, podendo chegar a mais de 20 arrobas, machos, e o pior que já estão no Pantanal e já temos resultados negativos.

José Antonio Moraes

José Antonio Moraes

5/9/2008 09:58:29
Acho que ja tava na hora de SC criar uma temporada de caça, pois como existia no RGS, o caçador amador paga uma taxa anual e essa verba é investida em fiscalização contra caçadores irregulares e estudos das espécies que não são nativas da região e causam danos como a lebre, javali, marreca, perdiz. Sendo que tambem poderia ser criado reservas para preservação!