Impostos maiores seriam uma forma de pagar prejuízos ambientais

O famoso economista Sir Nicholas Stern, autor de um polêmico relatório sobre os riscos ligados ao aquecimento climático, fez um apelo no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na quarta-feira (24/1), par

  
  

O famoso economista Sir Nicholas Stern, autor de um polêmico relatório sobre os riscos ligados ao aquecimento climático, fez um apelo no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na quarta-feira (24/1), para que os governantes passem a adotar impostos mais altos para combater problemas ambientais.

Ele disse que taxas como as que o governo do Reino Unido impõe sobre os combustíveis deveriam ser utilizadas junto com outros esquemas para se lidar com o problema urgente das emissões de carbono.

No relatório que apresentou no último mês de outubro, o economista pintou um cenário em que o clima aqueceria significativamente em menos de uma geração caso ações severas ao redor do mundo fossem tomadas.

Stern não é um homem dado a exageros. Mesmo assim, ele diz que “nossas ações nas próximas décadas podem causar danos imensos à atividade econômica e social, neste século e no próximo, com efeito similar ao que tiveram as grandes guerras e a depressão econômica na primeira metade do século 20”.

Na quarta-feira, em Davos, ele chamou os estragos que causamos ao meio ambiente de “o maior fracasso de mercado jamais visto”. E este foi o tema de uma das 17 sessões focadas em mudanças climáticas do evento. A maioria dos participantes do encontro assistiram de pé Stern argumentar que as taxas de carbono seriam uma força para o bem, e boa parte dos presentes disseram que proteção deveria ser uma prioridade para chefes de estado como fora há um ano.

Realçando mais seu papel como autor do Relatório Stern do que de membro do governo, o economista clamou por ações de estado para ajudar a criar mercados globais de impostos e regulamentação.

Não existe muito apoio público para um sistema global de imposto. Mas o especialista estava entusiasmado a pressionar que países precisam de medidas diferentes, no entanto, falou sobre o Reino Unido: “nós temos impostos muito elevados nos combustíveis... isso deveria ser interpretado como uma parte da taxa de carbono”.

Nevill Isdell, presidente e diretor geral da Coca-Cola, foi um dos vários executivos seniores em Davos que destacou a necessidade de se tomar ações contra as mudanças climáticas. “É inaceitável que a gente só polua o nosso planeta”.

Ele disse que água é um tema-chave para gigantes do setor de bebidas, em uma reivindicação disputada por um jornalista indiano. Há três anos, a companhia foi acusada de tirar milhares de fazendeiros do trabalho na Índia por drenar a água que alimentava seus poços. Isdell disse que tais acusações eram infundadas.

Fonte: Carbono Brasil

Del Valle Editoria

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