Islândia é criticada ao anunciar caça científica de baleias

A Islândia anunciou que dará seqüência a um projeto científico de caça às baleias, atraindo de imediato críticas de grupos de conservação e de vários países. O delegado norte-americano da Comissão Internacional de Caça às Baleias, Rolland Schmitten, disse

  
  

A Islândia anunciou que dará seqüência a um projeto científico de caça às baleias, atraindo de imediato críticas de grupos de conservação e de vários países. O delegado norte-americano da Comissão Internacional de Caça às Baleias, Rolland Schmitten, disse que o governo islandês informou a embaixadores de vários países que o plano é capturar 38 baleias minke neste verão.

“Isso não é ciência, não é necessário”, comentou Schmitten. Quando países não precisam da autorização da comissão para caça científica de baleias, normalmente apresentam seus projetos à organização.

A Islândia cumpriu com o acordo no mês passado, quando apresentou projeto para capturar 250 baleias de três espécies. Segundo Schmitten, os membros da comissão foram contrários à proposta.

“Agora, eles estão dando a si mesmos, unilateralmente, essa autoridade”, afirmou.

Helgi Agustsson, embaixador da Islândia nos Estados Unidos, disse que a caça é necessária inclusive para saber o número de indivíduos que vivem na região.

Ele argumentou que a caça pode trazer ainda informações sobre a saúde dos animais. O ministro da Pesca alegou que a quota de 38 minkes foi um número mínimo encontrado pelo país para não prejudicar a sobrevivência da espécie.

O país interrompeu a caça comercial em 1989 depois de uma moratória internacional. Quando a Islândia voltou a integrar a comissão internacional, em outubro de 2002, o governo concordou com a restrição de caça, mas informou que não se submeterá mais à moratória a partir de 2006.

Fred O’Regan, presidente do Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, discorda que haja base científica para a realização do plano islandês.

“As baleias já enfrentam poluição, perda de habitat e estrangulamento em redes de pesca, além de outros perigos”, observou. Segundo ele, a decisão pode afetar a indústria do turismo na Islândia, que cresce justamente em função das baleias e outros animais típicos da região gelada.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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