Japoneses testam café transgênico descafeinado

Pesquisadores japoneses do Instituto Nara de Ciências e Tecnologia publicaram artigo na revista científica British Journal Nature informando que conseguiram produzir pés de café modificados geneticamente que produzem frutos com menos cafeína. Segundo

  
  

Pesquisadores japoneses do Instituto Nara de Ciências e Tecnologia publicaram artigo na revista científica British Journal Nature informando que conseguiram produzir pés de café modificados geneticamente que produzem frutos com menos cafeína.

Segundo eles, a planta contém cerca de um terço da cafeína de outras variedades de café e deve levar ainda vários anos até que essa variedade de café chegue aos supermercados e cafeterias.

O lobby contra a tecnologia de modificação genética instalado em alguns países tem procupação particular com a modificação do café, uma planta muito importante para os países em desenvolvimento.

Para a organização não-governamental Action Aid, os alimentos transgênicos são uma `tendência ao controle corporativo`.

Normalmente, café descafeinado é obtido de grãos normais e processado para perder parte da cafeína. A técnica funciona, mas muitos apreciadores da bebida dizem que o sabor também se altera.

Os pesquisadores japoneses acreditam que as novas plantas produzirão café descafeinado com o gosto dos cafés comuns.

A equipe de cientistas liderada por Shinjiro Ogita usou a técnica denominada de interferência no RNA para reduzir a atividade de genes estratégicos na espécie de café Coffea canephora. Com o mercado global dos descafeinados estimado em US$ 7 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) por ano, o potencial de negócios parece ser grande.

Mas, de acordo com a OIC - Organização Internacional do Café, várias das principais questões permanecem sem resposta e não apenas o custo da tecnologia comparada com o processo atual de descafeinação.

Outros pesquisadores, alguns de empresas privadas, trabalham há anos na tentativa de conseguir um café descafeinado modificado geneticamente.

O professor Alan Crozier, do departamento de bioquímica da Universidade de Glasgow, diz que esta é a primeira evidência confiável de que o conceito funciona.

`Eles conseguiram baixar o nível de cafeína em aproximadamente 70%. Precisariam baixar 90%, mas usaram uma técnica inteligente e eu acredito que uma redução maior possa ser possível`, disse ele. As plantas do instituto japonês já têm um ano e não devem produzir grãos pelos próximos três anos.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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