Jardineiros denunciados por crime ambiental

A destruição de uma casinha do pássaro João-de-barro,que abrigava dois filhotes da espécie que estavam em uma árvore na praça Cantalício Flores, em Guaramirim, virou caso de polícia. É que a casa foi derrubada por dois operários da empresa A. Jardine

  
  

A destruição de uma casinha do pássaro João-de-barro,que abrigava dois filhotes da espécie que estavam em uma árvore na praça Cantalício Flores, em Guaramirim, virou caso de polícia.

É que a casa foi derrubada por dois operários da empresa A. Jardine Paisagens, de Curitiba (PR), contratada pela Prefeitura para prestar serviços de jardinagem.

Ao serrar dois galhos de um pinus que ficava no meio da praça, um dos homens atingiu a casinha que caiu e se despedaçou, matando os dois filhotes de João-de-barro.

O soldado da Polícia Militar, Ademir Klemz, que estava próximo do local registrou termo circunstanciado na delegacia do município como crime ambiental. O fato aconteceu na tarde de 28/11, e acabou comovendo pessoas que passavam próximo da praça e os artesãos que expõem produtos para venda na praça Cantalício Flores.

O policial Klemz conta que estava de folga e por não estar trabalhando aproveitava para expor seu artesanato em madeira na praça. Notou que dois jardineiros estavam podando os galhos das árvores. Ao notar que chegaram ao pinus que servia de apoio da casa do João-de-barro, avisou para cuidar do ninho que abrigava os passarinhos.

`Eles nem ao menos me deram atenção. Não tomaram cuidado e ao tirar dois galhos da árvore, derrubaram a casinha`, reclama.

O ninho caiu de uma altura de cerca de 30 metros, se desfazendo no chão. Os dois passarinhos que estavam dentro da casinha morreram. Klemz juntou restos da casinha com os passarinhos e os levou para a delegacia, onde registrou termo circunstanciado.

Na delegacia os jardineiros Joaquim dos Santos Maciel e Natalício Cordeiro de Souza da empresa A. Jardine foram interrogados e devem ser ouvidos no dia 5 de dezembro pelo promotor do fórum de Guaramirim. Sendo comprovado o crime ambiental, como pena deverão prestar serviços à comunidade.

Fonte: Jornal A Notícia (SC)

  
  

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