Laboratórios brasileiros podem produzir até 500 milhões de doses contra febre aftosa por ano

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) prevê a demanda recorde de 346,5 milhões de doses de vacina contra aftosa na campanha oficial de vacinação de 2003. Esses números representam evolução de 6,6% sobre as vendas de 2002 (325 milhõe

  
  

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) prevê a demanda recorde de 346,5 milhões de doses de vacina contra aftosa na campanha oficial de vacinação de 2003. Esses números representam evolução de 6,6% sobre as vendas de 2002 (325 milhões de doses), mas estão longe de significar a utilização da capacidade total de fabricação dos laboratórios brasileiros.

Segundo informações dos laboratórios fabricantes, o País pode produzir cerca de 500 milhões de doses de vacina contra aftosa/ano. Ou seja, são utilizados somente 70% da capacidade instalada. A atual ociosidade de 30% tende a aumentar nos próximos anos à medida que o Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (PNEFA) for declarando novas áreas livres de vacinação.

“A indústria pode produzir 154 milhões de doses de vacina contra aftosa além das necessidades atuais do PNEFA. Essa situação permite aos laboratórios atender com tranqüilidade a campanha oficial de vacinação”, ressalta Sebastião Costa Guedes, consultor do Sindan (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal).

“Neste momento, por exemplo, há cerca de 60 milhões de doses em estoques para atender especialmente à vacinação de maio, ponto alto do primeiro semestre, quando devem ser utilizadas mais de 110 milhões de doses”, afirma Emílio Carlos Salani, presidente do Conselho de Administração do Sindan, lembrando que as indústrias fizeram recentemente pesados investimentos em biossegurança para manipulação dos vírus, objetivando segurança dos processos, como também atendendo as exigências do PNEFA.

Atualmente, o Brasil utiliza a vacina trivalente contra os vírus O, A e C, que permanecerá sendo utilizada no País até que se tenham levantamentos sorológicos completos de identificação dos vírus existentes prevalentes na Bolívia e nos outros países fronteiriços.

A decisão, que visa ampliar a segurança contra eventual reintrodução de vírus no País, foi definida pelas lideranças
dos setores oficiais e privados do Brasil, durante a última reunião da Comissão Sul-Americana de Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), realizada em março, em Santiago do Chile, quando foi debatida a questão da composição da vacina no continente.

Fonte: Texto Assessoria de Comunicações

  
  

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