Lançado Manual para ajudar a preservar crustáceo no Rio de Janeiro

Dados coletados pela estudante de Biologia Elane Oliveira da Silva, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), sobre a Lagosta de São Félix - na verdade, um camarão de água doce, denominado “pitu” (Metanephrops rubellus) - foram publ

  
  

Dados coletados pela estudante de Biologia Elane Oliveira da Silva, da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), sobre a Lagosta de São Félix - na verdade, um camarão de água doce, denominado “pitu” (Metanephrops rubellus) - foram publicados em um manual que, em 27 páginas, ensina os pescadores como preservar a espécie ameaça de extinção em todo o estado do Rio, de acordo com o Ibama.

Autora da primeira monografia de final de curso das Licenciaturas da Uenf, Elane concluiu que não adianta promover o defeso da espécie para um dado período, uma vez que ela se reproduz o ano todo.

O ideal, segundo ela, seria fazer com que os pescadores não capturem mais fêmeas ovadas, bem como indivíduos menores que 11,5 cm - tamanho mínimo para que a fêmea realize a sua primeira reprodução, é o chamado defeso do tamanho mínimo de captura.

A lagosta é muito reprodutiva. Cada fêmea produz de 60 mil a 240 mil ovos. Muitos morrem, mas, mesmo assim, a taxa de sobreviventes é muito alta.

`Se cada fêmea pudesse realizar pelo menos uma reprodução durante sua vida já seria muito bom` - diz a estudante.

Segundo Elane, embora a lagosta esteja presente em outras partes do Rio Paraíba, sua área reprodutiva principal é o município de São Fidélis, devido às pedras e corredeiras. Depois da desova, as larvas descem para o estuário, em Atafona, onde permanecem de 56 a 65 dias.

`O estuário do Rio Paraíba do Sul`, explica, `é uma espécie de berçário das lagostas, que ali se desenvolvem, sofrem sua metamorfose e depois retornam para o habitat natural, nadando contra a corrente.

Embora seja chamado de lagosta pela população, o pitu tem características bem diferentes, a começar pela cor, amarronzada. Além disso, o camarão tem duas quelas (chamadas também de puãs) que servem como meio de locomoção e são inexistentes nas lagostas verdadeiras.

A monografia de Elane, com o título “A informação científica como ferramenta na formação da consciência ecológica para proteção da Lagosta de São Fidélis (Macrobrachium carcinus) Linnaeus, 1758)”, foi a vencedora do concurso organizado pela Ong Ecos Rio Paraíba.

O próximo passo é a produção de um vídeo educativo sobre o tema que, assim como o manual, será distribuído nas escolas de São Fidélis.

Fonte: AssCom Uenf

Rio de Janeiro

  
  

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Sebastião

Sebastião

07/12/2011 21:42:10
Gostaria de saber onde posso comprar legalmente esses crustáceos com finalidade culinária.

Felipe

Felipe

17/09/2009 12:43:59
as pessoas fazem uma confusão com as diferenças entre camarão(não têm aquelas pinças) lagostim (têm pinças so que é de água doce - eu acho que esse termo lagostim é porque é o diminutivo de lagosta, e o lagostim não cresce tanto como a lagosta que passa dos 15cm do lagostim-) lagosta(têm pinças só que é de água salgada).

Roberta Aguiar

Roberta Aguiar

03/10/2008 15:27:20
Embora no texto esteja correto, na chamada do artigo e em seu início, a espécie referida como Metanephrops rubellus, também conhecida como lagostim ou pitu, não é de água doce e sim de água salgada. A lagosta de São Fidélis, que támbém pode ser conhecida por pitú (Macrobrachium carcinus) é que é uma espécie de água doce, a qual se refere o trabalho da estudante.