Lei de Biossegurança não impõe transgênicos à população

O presidente Lula sancionou na quinta-feira (24/3) o PL - Projeto de Lei de Biossegurança que permite a liberação do plantio e da comercialização de transgênicos sem a realização dos devidos estudos de impacto ambiental. A organização não-governamenta

  
  

O presidente Lula sancionou na quinta-feira (24/3) o PL - Projeto de Lei de Biossegurança que permite a liberação do plantio e da comercialização de transgênicos sem a realização dos devidos estudos de impacto ambiental.

A organização não-governamental Greenpeace acredita que a regulamentação dos organismos geneticamente modificados deveria garantir a segurança do meio ambiente e da população.

Entre os riscos que os transgênicos representam para o meio ambiente, estão a poluição genética, a perda de biodiversidade, o surgimento de ervas daninhas resistentes a herbicidas e o aumento do uso de agrotóxicos.

Além disso, o Projeto de Lei retira as competências dos ministérios da Agricultura, do Meio Ambiente e da Saúde de decidir sobre a liberação ou não de qualquer variedade transgênica, concentrando nas mãos de poucos membros da CTNBio - Comissão Técnica Nacional de Biossegurança o poder decisório sobre a liberação de organismos geneticamente modificados.

Com esta atitude, Lula também desrespeitou a vontade de mais de 80% da população brasileira, que se mostrou contrária à liberação dos transgênicos sem que estudos prévios de impacto no meio ambiente e na saúde humana fossem realizados.

Entretanto, a liberação comercial dos transgênicos não representa o fim da resistência aos organismos geneticamente modificados.

“Os brasileiros que não querem os transgênicos no seu prato podem exercer pressão sobre as indústrias de alimentos. A mobilização dos consumidores pode mudar a posição de empresas, agricultores, repercutindo inclusive sobre relações comerciais internacionais”, disse Gabriela Couto, coordenadora da campanha de consumidores do Greenpeace Brasil.

“Na ausência do Estado, chamamos a sociedade civil para reagir contra o poder corporativo nas duas pontas da cadeia produtiva. O agricultor brasileiro tem a capacidade de oferecer soja convencional, produzida sem a destruição da Amazônia e sem o pagamento de royalties; e os mercados nacional e internacional que não querem transgênicos podem garantir a demanda estável e crescente”, disse Ventura Barbeiro, engenheiro agrônomo da campanha de engenharia genética do Greenpeace.

O Greenpeace junto com outras ONGs e entidades da sociedade civil divulgaram na quinta-feira (24/3) uma nota à imprensa repudiando a atitude do presidente Lula.

Fonte: Greenpeace

  
  

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