Linha com cerol provoca lesões nas asas de pássaros silvestres

Durante o mês de julho, época em que as crianças estão de férias, o Ibama recebeu mais de 10 pássaros com ferimentos nas asas, todos os casos por causa de acidentes que envolvem corte com o cerol. Entre as principais vítimas do cerol estão as aves de médi

  
  

Durante o mês de julho, época em que as crianças estão de férias, o Ibama recebeu mais de 10 pássaros com ferimentos nas asas, todos os casos por causa de acidentes que envolvem corte com o cerol. Entre as principais vítimas do cerol estão as aves de médio porte, tais como o urubu, o gavião-carcará e as corujas.

De acordo com estimativas dos técnicos do Ibama, apenas 10% dos animais feridos com cerol chegam ao Centro de Triagem de Animais Silvestres – CETAS do Ibama, pois a maioria das aves atingidas são de pequeno porte e acabam morrendo logo após a colisão com o cerol.

Quando chegam ao CETAS, os animais são identificados e seus ferimentos tratados. Depois disso, começa o trabalho de reabilitação que é a parte mais difícil, garante Daniel Vilela, chefe do setor de Fauna do órgão.

“As aves ficam muito tempo sem voar e acabam ganhando peso, assim, fazê-las voltar a voar e buscar o alimento por conta própria é nosso maior desafio”, afirma Daniel.

Algumas aves ficam impossibilitadas de voar definitivamente e não podem ser devolvidas ao seu habitat. Nestes casos, elas são encaminhas a criadouros registrados onde poderão ser usadas para programas de reprodução, educação ambiental e pesquisas científicas.

Fonte: Ibama


  
  

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