Notícias > Ambiente >Luiz Pinguelli Rosa anuncia mudanças no sistema elétrico brasileiroO presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, afirmou na quarta-feira (29/1), no Rio, que o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva possibilitará a retomada do crescimento do consumo de energia elétrica da ordem de 5% ao ano. Ele lembrou q4 de Fevereiro de 2003. Publicado por Vininha F. Carvalho O presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, afirmou na quarta-feira (29/1), no Rio, que o programa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva possibilitará a retomada do crescimento do consumo de energia elétrica da ordem de 5% ao ano. Ele lembrou que o país teve uma queda de consumo de energia depois do racionamento, o que gerou hoje até 3,5 GW (gigawatts) de potência disponível, o que é bom por um lado, mas ruim por outro, porque o país está sofrendo. “Essa queda de consumo não é boa, porque emprego depende de energia para as máquinas poderem funcionar.” Para Pinguelli, como existe uma certa folga neste ano - embora isso seja negativo porque significa que o país não está crescendo - terão de ser providenciados planos para viabilizar investimentos que levem o país a crescer e equacionem o Brasil na área elétrica. Saneamento do setor elétrico Pinguelli disse que o saneamento das empresas do setor elétrico brasileiro deve incluir algumas empresas controladas pelo Sistema Eletrobrás. Ele citou o caso específico da Eletronuclear e da Eletronorte, que vendem energia abaixo do custo de geração. Segundo ele, este é um problema que terá de ser resolvido e inclui mudanças na tarifa de geração elétrica que `está completamente fora do real`. A idéia, já anunciada pela ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, do chamado “pool” de empresas, servirá para fazer essa compensação, lembrou o presidente da Eletrobrás. Ele disse, porém, que isso é algo a ser construído e descartou a hipótese de que a tarifa vai aumentar nesta quinta-feira de manhã. De acordo com Luiz Pinguelli, negociar a situação econômico-financeira das empresas, tanto as privatizadas quanto as estatais, é prioridade. Ele revelou que irá trabalhar para que não haja devolução de concessões. A questão tem de ser resolvida de forma uniforme e homogênea, a partir da mudança do modelo do setor elétrico, afirmou. Desenvolvimento Humano A diretoria executiva da Eletrobrás, em sua primeira reunião sob a gestão de Luiz Pinguelli Rosa, concluída nesta quarta-feira após três dias de debates, aprovou a criação de uma Coordenadoria para o Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social, como parte da estrutura administrativa da estatal. Segundo Pinguelli Rosa, a nova unidade vai implementar e articular as ações das empresas do sistema Eletrobrás para fortalecer o papel social do grupo e promover a inclusão elétrica da população brasileira, visando reduzir as desigualdades sociais e regionais e erradicar a fome e a miséria. O engenheiro de Furnas, André Roberto Sptiz, responderá pela Coordenadoria que representará o grupo Eletrobrás junto à sociedade e em especial ao Programa Fome Zero e ao Conselho de Segurança Alimentar. Caberá ainda à Coordenadoria implementar a Ouvidoria Pública da Eletrobrás, cuja criação também foi anunciada hoje, que receberá denúncias sobre as empresas do grupo. Outro objetivo da coordenadoria é viabilizar a utilização dos lagos de barragens hidrelétricas para criação de peixes e a utilização de terras das subsidiárias da estatal para criação de pequenos animais e produção de alimentos para distribuição à população carente. Mudanças em projeto de Usina de Belomonte A transformação do projeto da Usina de Belomonte, no Xingu, em um projeto ou pacote nacional, sob a liderança da Eletrobrás e a participação de investidores privados, será analisada pelo Concise - Conselho de Presidentes das Empresas do Sistema Eletrobrás e pelo grupo de estudo recém-criado para planejar e reestruturar o sistema elétrico brasileiro. Há possibilidade de o sistema reduzir sua capacidade de geração para diminuir o impacto ambiental. Pinguelli Rosa disse que a idéia é tornar o projeto ecologicamente viável, o que significa discutir a usina também do ponto-de-vista ambiental e social. O projeto inicial prevê a geração de 11 mil megawatts (MW) de energia, ou 11 gigawatts (GW), com investimentos de US$ 6 bilhões. Embora objetive atrair a participação de empresas privadas ao projeto, Pinguelli declarou que a engenharia da usina será desenvolvida pela Eletrobrás, Furnas, Chesf e Eletronorte. Fonte: Agência Brasil |
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