Mapeamento de riscos teria evitado vazamento do Rio Pomba, diz WWF-Brasil

A falta de mapeamento das áreas de risco nos Estados coloca a população em perigo e compromete o combate a desastres como o vazamento de produtos tóxicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul. É preciso ter um plano de ação para evitar acidentes e minimizar

  
  

A falta de mapeamento das áreas de risco nos Estados coloca a população em perigo e compromete o combate a desastres como o vazamento de produtos tóxicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul.

"É preciso ter um plano de ação para evitar acidentes e minimizar os riscos", alerta Samuel Barrêto, coordenador do Programa Água Para a Vida, do WWF-Brasil. "É muito mais caro corrigir do que prevenir."

O vazamento de produtos no Rio Pomba e a conseqüente contaminação do Paraíba do Sul mostram o despreparo dos Estados para prevenir e combater acidentes. Faltam sinais de alerta e um monitoramento constante da
qualidade das águas para acusar contaminações.

Segundo moradores da região, animais de grande porte morreram em decorrência da água contaminada. "Não sabemos os riscos que a população ainda corre se entrar em contato com essa água", diz Barrêto.

Outras áreas no Brasil correm o mesmo perigo. "Imagine se um daqueles caminhões que saem todos os dias do Pólo de Cubatão para a cidade de São Paulo sofre um acidente e a carga chega à Represa Billings", alerta
Barrêto.

"Contaminaria um dos principais mananciais da cidade,
deixando grande parte da população sem água ou até mesmo comprometendo o manancial para sempre."

Além de aplicar as punições previstas pela lei, é preciso agora tomar medidas de recuperação e avaliar com cuidado a extensão da contaminação.

"Precisamos conhecer os riscos que ainda existem e que permanecerão no futuro", diz Barrêto.

Mais uma vez, só há mobilização e ação quando grandes tragédias ocorrem, como no Rio Iguaçu, onde houve um vazamento de derivados de petróleo da Petrobras em 2000.

"Quando será o próximo? Infelizmente a lógica ainda é esta", critica Barrêto. "A questão ambiental tem de
estar inserida em todas as áreas, não apenas ser lembrada quando há um acidente."

Há três semanas o WWF-Brasil assinou um protocolo de cooperação com o Comitê do Paraíba do Sul (Ceivap) e demais parceiros da entidade para trabalhar na conservação e recuperação de águas e florestas na Bacia do Rio Paraíba do Sul.

O mapeamento das áreas de risco daria subsídios para uma ação preventiva dos comitês, que poderiam atuar em parceria com os órgão do poder público e com a sociedade civil.

Outra medida importante é dar condições aos órgãos ambientais para que eles possam atuar não apenas no
controle mas também na gestão ambiental.

Fonte: AssCom WWF-Brasil

  
  

Publicado por em

Alexandre Alberto Mendes Tostes

Alexandre Alberto Mendes Tostes

05/06/2009 14:27:24
Gostaria de sugerir que fosse divulgado também o acidente no Rio Paraiba (pela Cervatis ), onde literalmente foi jogada uma BOMBA ATÔMICA ,matando todo o ecossistema aquático (O RIO ESTÄ MORTO)
Isso foi muito pouco divulgado face a real TRAGÉDIA
Parabens pelo trabalho de vcs!!