Meteoro pode ter caido em Santa Catarina há mais de 100 milhões de anos

Um corpo celeste não identificado teria se chocado com a Terra, em algum momento entre 70 e 110 milhões de anos atrás, ocasionando a formação de uma cratera de 12 quilômetros de diâmetro no município de Vargeão, em Santa Catarina. Esta é a justificati

  
  

Um corpo celeste não identificado teria se chocado com a Terra, em algum momento entre 70 e 110 milhões de anos atrás, ocasionando a formação de uma cratera de 12 quilômetros de diâmetro no município de Vargeão, em Santa Catarina.

Esta é a justificativa que está motivando o professor Alvaro Penteado Crósta, do Instituto de Geociências (IG) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a desenvolver estudos que apontem as reais causas da depressão circular.

Segundo Crósta, a comprovação científica de que realmente um asteróide atingiu Santa Catarina deve vir apenas com as análises das amostras de rochas colhidas no local por ele, com ajuda do estudante de Geologia César Kazzuo Vieira.

“Nas amostras macroscópicas encontramos cones de estilhaçamento, ou shatter cones, que só ocorrem em crateras de impacto. Essa é uma prova científica aceita internacionalmente como comprovação de que a formação da depressão em Vargeão ocorreu por causa do impacto de um corpo celeste”, disse Crósta.

De acordo com ele, países como a Austrália, Canadá, Rússia e Estados Unidos desenvolvem programas específicos de busca de crateras. O fato é que algumas delas apresentam jazidas de minerais preciosos, além de petróleo e gás.

“O próprio impacto favorece a formação das jazidas, despertando um interesse econômico nas pesquisas”.

No Brasil são conhecidas outras três grandes crateras. Em todo o mundo já foram detectadas aproximadamente 160.

“Essas três crateras identificadas no país ainda não têm origem definida. Iremos nos basear nos resultados obtidos a partir da cratera de Vargeão para darmos continuidade a esta linha de pesquisa”, disse Crósta, que estuda a depressão catarinense desde 1981.

Crósta pretende estudar detalhadamente as três crateras como forma de contribuir para o conhecimento da evolução do planeta. O cientista acumula artigos em publicações internacionais, além de trabalhos expostos no museu da Cratera do Meteoro, nos Estados Unidos, e no Museu do Astroblema de Ries, na Alemanha.

“Do ponto de vista da evolução da superfície do planeta, é muito importante conhecer a localização e a idade de todas as crateras existentes. Esse tipo de estudo tem significado direto na evolução da vida, pois a soma de impactos pequenos podem produzir efeitos globais catastróficos e mudar toda a forma de vida na Terra”, destaca Crósta.

Fone: Agência Fapesp

  
  

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