Método detecta vazamento de combustíveis com mais rapidez

Os perigos de contaminação por vazamentos em postos de combustíveis poderão agora ser detectados com maior rapidez e segurança. Um estudo desenvolvido no IGc - Instituto de Geociências da USP - Universidade de São Paulo aplicou critérios numéricos na util

  
  

Os perigos de contaminação por vazamentos em postos de combustíveis poderão agora ser detectados com maior rapidez e segurança. Um estudo desenvolvido no IGc - Instituto de Geociências da USP - Universidade de São Paulo aplicou critérios numéricos na utilização de radar de penetração de solo e obteve resultados eficientes na detecção da contaminação de águas subterrâneas por combustíveis.

O procedimento resulta em mapas com informações mais abrangentes da área contaminada.Enquanto a forma convencional de detecção de contaminação demanda tempo e resultados apenas pontuais, a nova metodologia, além de economicamente viável, fornece informações mais próximas da situação.

`O método direto, convencional, demanda a coleta de amostras do solo e da água subterrânea em alguns pontos da área e o envio a laboratórios para análises`, explica a geofísica Jamile Dehaini, que defendeu sua tese de doutorado Detecção da pluma de contaminação de hidrocarbonetos em superfície por método de radar de penetração, no IGc.

A análise das informações por critérios numéricos pode fornecer resultados em apenas duas semanas. `Porém, a metodologia não exclui a necessidade dos procedimentos convencionais`, avisa a pesquisadora. `A rapidez além de tudo é uma questão de segurança.

Nos grandes centros, os postos de combustíveis estão localizados em áreas urbanizadas. Em caso de vazamentos, os riscos são ainda maiores`, explica Jamile.

Perigo constante :

O método foi testado com sucesso em um posto de combustível de São Paulo. A empresa, localizada num bairro da Capital, teria sido objeto de várias denúncias de vazamentos, principalmente pelos vizinhos. Além da coleta de amostra por poços de monitoramento, foi possível o uso do radar de penetração.

`A área seria questionável para utilizar o radar por tratar-se de um solo argiloso e de difícil penetração dos sinais`, conta Jamile. Segundo a pesquisadora, o perigo vai além.

`Os vazamentos podem se tornar uma grande ameaça, pois há riscos de explosões e incêndios, principalmente quando existem nas proximidades galerias as quais podem ser saturadas pelo vapor do combustível. Uma pessoa desavisada que acenda um cigarro poderá provocar um grave acidente`, explica.

No posto de combustível em questão, Jamile aplicou o método e constatou que a situação de contaminação ocorria além do que foi indicado pelos procedimentos convencionais.

`Em poucos dias mapeamos toda a área, com medidas a cada 20 centímetros, e produzimos um mapa detalhado da situação`, conta.

Os sinais captados pelo radar são armazenados num notebook acoplado ao equipamento e transformados em gráficos.

`Com os dados obtidos, nos foi possível estabelecer as relações entre eles e gerarmos números tornando mais precisa a metodologia para então produzir os mapas`, explica a pesquisadora.

Segundo Jamile, a técnica também pode ser usada em outros tipos de pesquisas, como arqueológicas, em construção civil, etc.

`O importante é salientar que esta metodologia não exclui a convencional. Ela pode ser validada pelos resultados obtidos por meio de métodos convencionais de maneira otimizada`, afirma.

Fonte: Agência USP


  
  

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