Ministério Público Federal quer medidas mais rigorosas na fiscalização da caça no Rio Grande do Sul

O Ministério Público Federal está recomendando à Gerência Executiva do IBAMA/RS e ao Batalhão de Polícia Ambiental da Brigada Militar que adotem providências imediatas para a implantação de um regime mais rigoroso de fiscalização da caça de banhado e camp

  
  

O Ministério Público Federal está recomendando à Gerência Executiva do IBAMA/RS e ao Batalhão de Polícia Ambiental da Brigada Militar que adotem providências imediatas para a implantação de um regime mais rigoroso de fiscalização da caça de banhado e campo no Estado do Rio Grande do Sul, independentemente da abertura ou não da temporada oficial de caça amadorista de 2003.

O Rio Grande do Sul é o único Estado do Brasil que autoriza a caça amadorista e a temporada oficial inicia tradicionalmente no mês de maio, com a publicação da Portaria de Caça pelo IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, que se baseia em análises de campo feitas pela Fundação Zoobotânica para definir os períodos, localidades, espécies e cotas permitidos para a caça.

Este ano o processo está atrasado e a Fundação ainda não concluiu os resultados de sua pesquisa, que devem ser analisados pelo IBAMA e discutidos com a comunidade em audiência pública antes da abertura da temporada.

Para o procurador da República Fábio Bento Alves, um dos responsáveis pela recomendação, "o atraso na abertura da temporada oficial de caça não deve ser motivo para que os órgãos encarregados da fiscalização ambiental posterguem o início das operações especiais e mais rigorosas de fiscalização que ocorrem todos os anos nesta época, pois, a par de um aumento da pressão de caça tradicional neste período, a caça clandestina ao longo de todo ano é uma realidade inegável. A caça ilegal é crime e deve ser combatida. Sem fiscalização, prevalece a impunidade e o prejuízo ao meio ambiente."

Fonte: Assessoria de Imprensa do MPF-RS

  
  

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