Multinacionais precisam se responsabilizar por suas ações em todo o mundo

O Greenpeace, a Oxfam, a Rede do Terceiro Mundo e a Amigos da Terra Internacional fizeram um chamado para os ministros que participarão da 11ª Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU (Unctad), para que garantam que as multinacionais não solapa

  
  

O Greenpeace, a Oxfam, a Rede do Terceiro Mundo e a Amigos da Terra Internacional fizeram um chamado para os ministros que participarão da 11ª Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU (Unctad), para que garantam que as multinacionais não solaparão o desenvolvimento sustentável.

As organizações exigem que os ministros resistam às tentativas dos EUA de diluir compromissos governamentais já existentes, que visam a responsabilizar as empresas por suas ações em todo o mundo.

A questão da responsabilização das empresas, que inclui a transparência, a prestação de contas e a responsabilidade jurídica, tornou-se um dos temas mais controversos no encontro da Unctad em São Paulo, que está sendo realizado entre 13 e 18 deste mês.

Os EUA vêm tentando minar o compromisso de promover a responsabilidade corporativa feito por mais de 100 chefes de Estado e Governo na Cúpula da Terra de Joannesburgo (África do Sul), em 2002.

Os países em desenvolvimento querem regras internacionais que assegurem que as empresas contribuam efetivamente para o desenvolvimento.

A União Européia, até agora, falhou em defender o acordo da Cúpula da Terra, colocando sob dúvida seu próprio
compromisso para o desenvolvimento sustentável. A Oxfam, o Greenpeace, a Rede do Terceiro Mundo e a Amigos da Terra Internacional pedem que os países em desenvolvimento mantenham-se firmes ao seu compromisso com a responsabilidade corporativa, e que a União Européia apóie ativamente a postura desses países.

`A Unctad não pode se tornar refém de um governo americano manipulado pelas grandes empresas e determinado a minar os acordos multilaterais que buscam avanços na qualidade de vida das pessoas e na proteção do meio ambiente`, afirmou Marcelo Furtado, coordenador de políticas públicas para a América Latina e o Caribe, do Greenpeace.

`O poder financeiro, tecnológico e político das corporações multinacionais ultrapassam o poder de muitos países, especialmente no mundo em desenvolvimento. A responsabilidade corporativa é absolutamente imperativa para garantir um equilíbrio na economia global atual`, disse Sander van Bennekom, da Oxfam.

A 11ª Unctad admite que as grandes empresas desempenham um papel chave no processo de desenvolvimento. O Greenpeace, a Oxfam,a Rede do Terceiro Mundo e a Amigos da Terra Internacional demandam que os governos contrabalanceiem este poder com uma maior responsabilidade corporativa. Estudos das Nações Unidas demonstram que iniciativas voluntárias não são suficientes para garantir um desenvolvimento justo e ambientalmente seguro.

`A Unctad precisa avançar sobre os compromissos de Joannesburgo e propor uma regulamentação internacional obrigatória para as corporações internacionais`, afirmou Meena Raman, da Amigos da Terra.

Fonte: Greenpeace

  
  

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