Nasceu “Vitoriosa da Embrapa”, o clone do clone

Em 2001, a Embrapa anunciou o nascimento da bezerra “Vitória da Embrapa”, o primeiro clone bovino da América Latina. Hoje, três anos depois, Vitória, uma fêmea da raça Simental, já é uma adulta e passa bem, e a Empresa comemora a realização de

  
  

Em 2001, a Embrapa anunciou o nascimento da bezerra “Vitória da Embrapa”, o primeiro clone bovino da América Latina. Hoje, três anos depois, Vitória, uma fêmea da raça Simental, já é uma adulta e passa bem, e a Empresa comemora a realização de um novo marco para a história da ciência no Brasil: o nascimento do clone da Vitória, a bezerrinha Vitoriosa da Embrapa, ocorrido no dia 5 fevereiro, no Campo Experimental Sucupira, em Brasília-DF.

Vitoriosa nasceu a partir de células isoladas de um pedaço de pele retirado da orelha da Vitória, quando esta tinha aproximadamente um ano de idade, e estudos de identidade genética pela análise de DNA, realizados pela empresa Genomax, comprovam que ela é realmente um clone do clone.

O anúncio de mais essa vitória científica da Embrapa na área de genética animal será feito nesta quinta-feira, dia 19 de fevereiro, pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, e pelo diretor-presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Clayton Campanhola, às 14 horas, no Ministério.

Depois do anúncio, haverá um ônibus disponível para levar os jornalistas ao Campo Experimental, onde está o novo clone. Vitoriosa da Embrapa é resultado de um experimento realizado nos laboratórios de reprodução animal da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 40 unidades da Embrapa, localizada em Brasília-DF. No experimento, foram produzidos 35 embriões que foram transferidos para 17 receptoras - ou “mães de aluguel”, como são mais conhecidas.

No dia 5 de fevereiro, às 13 horas, depois de 293 dias de gestação, uma das receptoras deu a luz à nova bezerrinha. Desde o seu nascimento, Vitoriosa tem sido monitorada em relação aos aspectos clínicos, hematológicos e bioquímicos pela equipe da Embrapa e do Hospital Veterinário da Universidade de Brasília (UnB) e tem apresentado um crescimento normal.

Segundo o pesquisador Rodolfo Rumpf, o interesse da Empresa pelas pesquisas relacionadas à transferência nuclear deve-se às suas importantes aplicações potenciais em diversas áreas associadas ou não à engenharia genética, como, por exemplo, a
conservação de animais ameaçados de extinção e a multiplicação de animais de elevado valor genético.

Além disso, encontra ampla aplicação em estudos de biologia básica, biomedicina e transgenia, que podem levar à obtenção de animais resistentes a doenças e parasitas e animais produtores de fármacos, bem como otimizar características produtivas inerentes aos bovinos, a exemplo do aumento de algumas proteínas do leite que levam ao maior rendimento na produção de queijo.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Embrapa

  
  

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