No Brasil caem 70 milhões de raios por ano

Problemas com raios são comuns no Brasil. No ranking mundial, considerando extensão territorial, o País ocupa o primeiro lugar. São cerca de 70 milhões de raios anuais. Para monitorar o fenômeno, o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espacia

  
  

Problemas com raios são comuns no Brasil. No ranking mundial, considerando extensão territorial, o País ocupa o primeiro lugar. São cerca de 70 milhões de raios anuais.

Para monitorar o fenômeno, o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais desenvolveu um sistema que mostra, através de mapas na internet, as regiões de tempestade e com possibilidade de serem atingidas.

Osmar Pinto Junior, coordenador do grupo de eletricidade atmosférica ELAT/INPE, diz que “a idéia é tornar a informação pública, ajudando diversos setores a se familiarizarem com a questão”.

Ele explica que as informações são captadas por sensores colocados no solo. “É o resultado de um trabalho que se iniciou em 1988 na Cemig – Companhia Energética de Minas Gerais. Na oportunidade, foram instalados quatro sensores que monitoravam o Estado. O projeto expandiu e hoje conta com o apoio de mais 12
empresas e um total de 23 sensores espalhados pelo Brasil”.

Os sensores cobrem 1/3 do território brasileiro, divididos entre as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Osmar diz que até o final de 2004 serão 40 sensores oferecendo cobertura a 2/3 do País.

“Até o final desta década serão 70 objetos e a cobertura será total, incluindo a Amazônia”, afirma.

Osmar comenta que o trabalho vai beneficiar setores como das telecomunicações, energia, aviação, meteorologia, defesa civil e até o cidadão comum.

“Através dos mapas os controladores de vôos podem ver com precisão se a rota dos aviões correm risco; a defesa civil pode deslocar com rapidez e antecipação equipes para
situações de emergência; e as pessoas que praticam esporte ao ar livre podem se programar em não atuarem em locais arriscados”, exemplifica.

O sistema já está em funcionamento e pode ser acessado através da página o INPE na internet.

Fonte: INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

  
  

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