“Sede Zero” já deveria ter sido implantado, diz especialista

Às vésperas de uma crise de abastecimento que poderá tomar grandes proporções com a chegada do verão, o professor José Galizia Tundisi, presidente do Instituto Internacional de Ecologia (IIE) e ex-presidente do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa), diz qu

  
  

Às vésperas de uma crise de abastecimento que poderá tomar grandes proporções com a chegada do verão, o professor José Galizia Tundisi, presidente do Instituto Internacional de Ecologia (IIE) e ex-presidente do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa), diz que “o programa `Sede Zero` já deveria ter sido lançado há muito tempo.

Desde quando o governo Fernando Henrique convocou a população ao racionamento de energia elétrica, ou mesmo quando foi lançado o programa `Fome Zero’”.

Em seu livro “Água no século XXI – enfrentando a escassez”, Tundisi elenca as principais ameaças à falta de água. “A construção de represas, diques e canais, bem como o desmatamento e a ocupação desordenada representam grandes riscos.

A falta de controle da poluição ambiental, inclusive os poluentes do ar (chuva ácida) e metais pesados, também contribui para a crise, já que acaba desencadeando mudanças climáticas globais”.

Outra fonte de preocupação constante, segundo o especialista, é a contaminação das águas subterrâneas – deteriorando os recursos hídricos e as reservas disponíveis. Esse item inclui contaminação por resíduos de aterros sanitários, acidentes por derrame de produtos químicos, em tanques de reservas de combustíveis e descargas a partir de fossas negras. O uso de fertilizantes na irrigação – inclusive o restilo de cana-de-açúcar – também pode contaminar os aqüíferos.

“Além do gerenciamento integrado dos múltiplos usos da água, considerando qualidade, quantidade e custos, deve-se lançar um programa de conscientização da população para estimular o uso racional da água. Ainda há muito desperdício. A sugestão do IIE é que se inicie imediatamente uma campanha `Sede Zero`.

Além disso, estamos buscando parcerias com diversos
municípios – tanto com as prefeituras como com instituições privadas – para desenvolver o projeto Escola da Água – um centro de informações, estudos e pesquisas aberto ao público.

Alguns municípios paulistas já estão tentando viabilizar a
implantação das unidades, entre eles São Carlos, Paulínia, Ribeirão Bonito, Ribeirão Preto, Araraquara, Itatiba e também no complexo Tietê-Guarapiranga – em São Paulo.”

Fonte: Ex-Libris Assessoria e Edições

  
  

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