Água e mata ciliar serão temas de programa sócio-ambiental

Dados recentes das Nações Unidas confirmam que a crise da água é progressiva. Hoje, mais de um bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. O Brasil detém uma das maiores reservas hídricas do mundo, concentrando cerca de 15% da água doce superficial d

  
  

Dados recentes das Nações Unidas confirmam que a crise da água é progressiva. Hoje, mais de um bilhão de pessoas não têm acesso à água potável. O Brasil detém uma das maiores reservas hídricas do mundo, concentrando cerca de 15% da água doce superficial disponível no planeta, mas, 45% da população não tem acesso aos serviços de água tratada.

Informações da organização ambientalista WWF-Brasil dão conta de que 70% das internações hospitalares no Brasil são provocadas por doenças transmitidas por água contaminada, gerando um gasto de dois bilhões de dólares por ano ao sistema de saúde.

Segundo pesquisa encomendada ao Ibope pela mesma WWF-Brasil, nada menos do que 88% dos brasileiros acreditam que o país irá enfrentar problemas de abastecimento a médio ou longo prazos, em razão da forma como a água é utilizada.

Cerca de 74% da população concorda com um projeto de lei que estipula o pagamento de um a dois centavos para cada mil litros de água consumida, para quem gasta mais ou polui, desde que estes recursos sejam utilizados para conscientizar as pessoas sobre o uso da água e para custear a recuperação e proteção das bacias hidrográficas.

Mesmo degradados e continuamente corroídos por desmatamentos ilegais, os últimos remanescentes de Mata Atlântica ainda garantem água para o abastecimento de 120 milhões de brasileiros, na extensa faixa leste do país, responsável por 70% do PIB.

Boa parte dos rios que nascem em tais remanescentes deve a qualidade de suas águas à existência da floresta, sobretudo nas áreas de relevo acidentado, onde a retirada da vegetação nativa significa acelerar processos de erosão e deterioração ou ressecamento de nascentes.

A vegetação que cresce ao longo das margens de um rio é chamada de mata ciliar. Ela funciona como filtro, retendo defensivos agrícolas, poluentes e sedimentos que seriam transportados para os cursos d`água, afetando diretamente a quantidade e a qualidade da água e conseqüentemente a fauna aquática e a população humana.

Em regiões com topografia acidentada, exercem a proteção do solo contra os processos erosivos. Por esses motivos existem leis coibindo os aterros das margens, as construções ribeirinhas, os depósitos de lixos e a estocagem de matérias primas e produtos nessas áreas. A legislação atual determina a preservação de uma faixa mínima de 30 metros ao longo de cada margem de qualquer curso de água, considerada Área de Preservação Permanente.

No dia 04 de agosto, quinta-feira às 19hs, o Programa de Gestão Sócio Ambiental na APA da Mantiqueira realizou em Mauá, na sede administrativa (resfriadeira), uma reunião sobre o tema Água, Abastecimento e Mata Ciliar. Essa reunião serviu de base para a formação das diretrizes básicas para o setor na região de Visconde de Mauá.

Foram convidadas as Secretarias de Meio Ambiente e de Obras dos três municípios pertencentes a região, além do Ceivap, órgão responsável pelo gerenciamento da bacia do Rio Paraíba do Sul.

O Programa de Gestão Sócio-ambiental na Mantiqueira – microbacia do alto Rio Preto, em Visconde de Mauá, é uma iniciativa da Crescente Fértil, em parceira com Associação Nova Terra, Instituto Ideas, Mauatur e outras organizações.

O projeto conta com financiamento do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (CEPF), apoio da Ashoka Empreendedores Sociais, do Ibama – APA Mantiqueira, Serla e das prefeituras de Bocaina, Itatiaia e Resende.

Fonte: Crescente Fértil

  
  

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