Água na Amazônia e semi-árido será controlada pela ANA e Ministério da Saúde

Representantes do Ministério da Saúde (Funasa, Anvisa e Fiocruz) e da ANA - Agência Nacional de Águas criaram, esta semana, um grupo de trabalho para desenvolver projetos integrados de monitoramento e controle da qualidade e potabilidade da água dos rios

  
  

Representantes do Ministério da Saúde (Funasa, Anvisa e Fiocruz) e da ANA - Agência Nacional de Águas criaram, esta semana, um grupo de trabalho para desenvolver projetos integrados de monitoramento e controle da qualidade e potabilidade da água dos rios e para consumo humano.

Os principais pontos desta parceria, que incluirá acordo para utilização de laboratórios de análise da qualidade de água, são ações integradas para o abastecimento de água a populações isoladas na Amazônia e Semi-Árido Nordestino e cursos de capacitação de agentes de saúde e organismos gestores de bacia na questão da poluição dos recursos hídricos.

A preocupação com a qualidade da água deve-se à grande incidência de internações médicas causadas por doenças de veiculação hídrica, como a dengue, a febre tifóide e hepatite.

Segundo dados da Funasa - Fundação Nacional de Saúde, no Brasil, todos os anos são anotadas 700 mil internações decorrentes da poluição dos rios e da falta de saneamento básico. Desse total, 45% dos casos são verificados na Região Nordeste e 15% na Região Norte.

"A poluição impacta os mananciais de abastecimento público e encarece o processo de despoluição dos rios", enfatizou o coordenador-geral do Departamento de Engenharia de Saúde Pública da Funasa, Johnny Ferreira dos Santos.

De acordo com diretor da Área de Tecnologia e Informação da ANA, Marcos Freitas, a parceria entre a Agência e o Ministério da Saúde possibilitará a integração do banco de dados dos dois órgãos com informações sobre a qualidade e a quantidade da água.

Freitas destacou que a Funasa poderá utilizar, por exemplo, os dados coletados diariamente pelas mais de cinco mil estações de monitoramento de água operadas pela ANA em todo Brasil. Em contrapartida, a Agência poderá contar com laboratórios para análises mais detalhadas da situação da água em vários pontos do País.

Ainda será estudada a viabilidade da publicação, pelos dois órgãos, de um atlas relacionando a água e a saúde pública no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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