ANA apresenta desafios da gestão dos recursos hídricos e projetos da Agência, no Fórum Mundial de Istambul

Países federados enfrentam vários desafios que são resultado do compartilhamento das responsabilidades entre várias instâncias de governo.

  
  

Diferentemente de países com um sistema administrativo único, países federados enfrentam vários desafios que são resultado do compartilhamento das responsabilidades entre várias instâncias de governo. Quando não enfrentadas, essas diferenças podem gerar assimetrias relacionadas à definição das regiões hidrográficas e à implementação de políticas para essas regiões. Isso porque o planejamento feito para a unidade territorial não coincide com os limites administrativos municipais, estaduais, distrital ou federal.

Um dos pontos altos da participação da ANA no 5º Fórum Mundial da Água, a sessão Gerenciamento de Comitês de Bacias em Países Federados contou com a apresentação do superintendente de Apoio à Gestão de Recursos Hídricos, Rodrigo Flecha, e foi coordenada pelo diretor da ANA e vice-presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, na terça-feira, dia 17.

O Brasil é uma federação com 26 estados, um Distrito Federal e 5.561 municípios, onde os três níveis de governo possuem relativa autonomia e interdependência fiscal, mas, ao mesmo tempo, poucos mecanismos para cooperação. A bacia do São Francisco, por exemplo, é dividida por sete unidades da Federação. O desafio fica ainda maior quando o gerenciamento de uma bacia tem que ser feito entre mais de um país, como na bacia do Amazonas, por exemplo. Por isso, o gerenciamento requer estratégias operacionais.

O objetivo da sessão, que também contou com contribuições de representantes da Austrália, México, Índia, Espanha e Indonésia, foi discutir os gargalos desse modelo e identificar estratégias para a gestão integrada dos recursos hídricos.

Outra contribuição da ANA foi apresentar o modelo de gerenciamento da seca no Semi-árido brasileiro, que diz respeito a nove estados os quais somam 47,7 milhões de habitantes. Além de discutir os desafios dessa região, o especialista em recursos hídricos da ANA Carlos Motta apresentou o Próagua Semi-Árido, que inclui gerenciamento de recursos hídricos, desenvolvimento institucional, projetos de engenharia e de infraestrutura e monitoramento de projetos.

O especialista em recursos hídricos da ANA Maurício Cezar Rebello apresentou no Fórum o modelo de gestão do Sistema Nacional de Informações sobre Recursos Hídricos (Snirh), em construção, que trata informação hidrológica e regulação e uso da água de forma integrada. Uma vez concluída toda a rede, ela terá a capacidade de fornecer informações, como disponibilidade hídrica, tipos de uso, vazão, população e ocupação do solo, por exemplo, que permitem traçar cenários e melhorar o planejamento do setor de recursos hídricos e de setores usuários da água.

O coordenador geral das Assessorias, Antônio Félix Domingues, participou de uma sessão que discutiu os desafios de equacionar o uso da água tanto para gerar energia quanto para produzir alimentos. Na sessão, bastante disputada pelo público, ele mostrou como o Brasil está preparado para atender às duas demandas.

Os diretores e especialistas da ANA também prestigiaram os trabalhos dos parceiros. Os diretores Benedito Braga e Dalvino Troccoli participaram da sessão sobre o programa Cultivando Água Boa, coordenado por Itaipu Binacional. A apresentação do programa que recupera matas ciliares, entre outras iniciativas que garantem acesso e qualidade da água, foi feita pelo diretor de Coordenação e Meio Ambiente de Itaipu Binacional, Nelton Miguel Friederich.

Fonte: ANA

  
  

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