Diretor da ANA aponta `pseudoprivatização` do acesso à água no entorno de reservatórios

Por: Thadeu Melo – thadeu.melo@uol.com.br Se a água do reservatório de Furnas, oeste de Minas Gerais, não foi privatizada, pelo menos o acesso a ela já foi. O fato foi apresentado nesses termos em tom de denúncia ao diretor de tecnologia, informação e

  
  

Por: Thadeu Melo – thadeu.melo@uol.com.br

Se a água do reservatório de Furnas, oeste de Minas Gerais, não foi privatizada, pelo menos o acesso a ela já foi. O fato foi apresentado nesses termos em tom de denúncia ao diretor de tecnologia, informação e capacitação da Agência Nacional de Águas (ANA), Marcos Freitas, durante roda-viva realizada quarta-feira no Fórum Social das Águas da América Latina, em Cotia (SP).

"As praias do lago artificial são de acesso restrito aos sócios de dois clubes ou cercadas por propriedades particulares que impedem o contato dos demais moradores com o reservatório", relatou Pompílio Canavez, representante da Fundação de Ensino e Promoção Ambiental da Região do Lago de Furnas, ao diretor da ANA. Freitas respondeu dizendo não se tratar de privatização da água em si, mas reconheceu que é preciso enfrentar a "pseudoprivatização do acesso à água no entorno de reservatórios, o que configura-se um problema de uso do solo, não dos recursos hídricos".

Estudo da Agência Nacional de Energia Elétrica aponta que o Brasil tem 55 mil quilômetros quadrados de área inundada, o equivalente a pouco mais que a superfície do estado do Rio de Janeiro.

Fonte: EcoAgência de Notícias - www.ecoagencia.com.br

  
  

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