Falta d`água pode ser o `apagão`de 2003

Os esforços do Governo de São Paulo para minimizar a pior seca do Estado nas últimas décadas está mantendo a maior parte da população tranqüila. Mas não terá como impedir todos os transtornos que poderão vir com dezembro, caso não chova muito nas próximas

  
  

Os esforços do Governo de São Paulo para minimizar a pior seca do Estado nas últimas décadas está mantendo a maior parte da população tranqüila. Mas não terá como impedir todos os transtornos que poderão vir com dezembro, caso não chova muito nas próximas duas semanas.E a crise é muito pior na Grande São Paulo, cujos mananciais estão reconhecidamente sem condições de responder à crescente demanda. A falta d`água pode ser a versão 2003 do apagão de 2001/2002, mas viver sem água é muito mais difícil.

PROBLEMA DA ÁGUA FOI ANALISADO POR ESPECIALISTAS EM SÃO PAULO

A solução, além da chuva, é a tomada urgente de medidas firmes e, a médio prazo, contar com recursos hídricos extras, para evitar crises futuras.

Depois de já ter alertado as autoridades e a sociedade num Seminário na FIESP em junho de 2.000, antecipando as faltas d`água que culminaram com o apagão e com o que ora se verifica, a ABEPPOLAR - Associação Brasileira de Ecologia e de Prevenção à Poluição das Águas e do Ar,juntamente com o Instituto de Engenharia, a Fundação Agência de Bacia Hidrográfica do Alto Tietê e outras instituições tecnológicas e científicas, promoveu na 5ª e 6ª feiras (20 e 21 de novembro)um encontro de especialistas, para analisar em profundidade a crise da água na Região Metropolitana de São Paulo e Macro-Região, sugerir ao Governo medidas práticas para superar a escassez atual e apontar as alternativas para o abastecimento de água nos próximos 30 anos.

COMPREENDENDO O PRESENTE E PREVENINDO O FUTURO

No primeiro dia do Seminário (5ª feira) foram analisados e debatidos pelos pesquisadores,técnicos e autoridades :

-O crescimento e distribuição espacial da população da Região Metropolitana de São Paulo e sua influencia na demanda.

-Consumos e quotas per capita.

-Perdas.

-Necessidade de água nas bacias vizinhas.

-Demanda.

-Reuso.

-Qualidade de água.

-Demanda para a diluição de esgotos.

A seguir, foram abordadas as disponibilidades hídricas atuais enfocando aproveitamentos hidrelétricos, mananciais de superfície e águas subterrâneas.

Na sexta-feira, 21/11, os especialistas discorreram, debateram e apontarão projetos para análise da Comissão de Relatores, que apresentará o documento final em 3 de dezembro e o encaminhará, a seguir, ao governador do Estado - Geraldo Alckmin.

O potencial hídrico a ser explorado foi o tema do dia, com a apresentação de vários projetos, dentre os quais se espera alguma solução viável para o problema :

-Plano Diretor de Abastecimento de Água da Região Metropolitana de São Paulo.

-Novos mananciais e limitações ambientais.

-Utilização das águas da bacia do rio Ribeira de Iguape, no Vale do Ribeira, entre os Estados de São Paulo e do Paraná.

Fonte: Ausepress

  
  

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