Goiânia-Go examinará lei para reaproveitamento de água

A Câmara Municipal de Goiânia (GO) recebeu na quinta-feira (25/9), o Projeto de Lei do vereador Clécio Alves (PPS) que institui o Programa de Reaproveitamento de Águas provenientes de lavatórios, banheiros e da chuva. O tema foi sugerido pelo preside

  
  

A Câmara Municipal de Goiânia (GO) recebeu na quinta-feira (25/9), o Projeto de Lei do vereador Clécio Alves (PPS) que institui o Programa de Reaproveitamento de Águas provenientes de lavatórios, banheiros e da chuva.

O tema foi sugerido pelo presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Meia Ponte, Augusto Almeida Netto, em audiência realizada na última sexta-feira.Inspirado pela recente aprovação de um projeto semelhante na Câmara de Curitiba, capital do Paraná, o vereador pretende que Goiânia reutilize as águas servidas de chuveiros, banheiras, lavatórios e pluviais para uso em descargas de vasos sanitários e mictórios.

A proposta é que a prefeitura ofereça orientação técnica e conceda incentivos aos donos de habitações que se inscreverem no programa para realizar as adaptações em seus imóveis.

O projeto de lei exige que a regulamentação do programa conte com pareceres técnicos de órgãos da construção civil que estejam vinculados a atividades de preservação e conservação do meio ambiente.O vereador Clécio Alves tem outro projeto de lei relacionado a recursos hídricos tramitando na Câmara de Goiânia, impondo sanções a quem promover o desperdício de água com varrição hidráulica, vazamentos nos encanamentos, lavagem incorreta de veículos e outros usos.

ÁGUA SERVIDA

Por se tratar de uma alternativa recente no País, o aproveitamento da água de pias e chuveiros ainda está em fase de formatação comercial e tecnológica. Os sistemas prontos (kit) que estão à venda parecem ser superdimensionados em relação à necessidade referida no projeto de lei, pois abrangem o tratamento completo do esgoto do imóvel e não o processamento de alguns poucos ralos de água.

Uma versão próxima do almejado, as miniestações de tratamento de água e esgoto indicadas pelo IDEHA - Instituto Para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica são sistemas modulares, fabricados em plástico atóxico, para saneamento e reuso de água. Seu uso é adequado para residências, indústrias, fazendas e para situações em que não haja atendimento pela rede pública.

A água processada pode ser reusada para descarga de vasos sanitários, lavagem de piso e automóveis, regas de horta e jardins.As miniestações realizam tratamento biológico, removendo a carga orgânica contida na água pela ação bactérias, reduzindo o nitrogênio e fósforo e patógenos que podem transmitir doenças e contaminar o lençol freático.

Essa ação permite que a água seja devolvida ao meio ambiente sem quaisquer riscos ou mesmo reaproveitada para funções não-potáveis. O sistema atende às normas ABNT NBR 7229/93 e NBR 13969/97.

ÁGUA PLUVIAL

A captação de água da chuva tem tecnologia de ponta, usada no mundo inteiro. O sistema é formado por calhas, um filtro para separação mecânica de resíduos, uma cisterna de água e uma bomba, entre outros acessórios menores.

A implantação do sistema numa residência é relativamente barata: o kit de filtros e processadores fabricado pela 3P Technik do Brasil sai hoje por R$1,3 mil. Some-se a isso os valores relativos à construção da cisterna e à instalação de tubos e calhas comuns, encontrados em qualquer obra.

O sistema consiste em captar a água de chuva que cai no telhado, na varanda ou numa laje. A água é então levada para um filtro, onde são retiradas folhas, galhos e outras impurezas mais grosseiras. Dali, segue para uma cisterna, onde fica armazenada para uso doméstico que não demande água potável.

Nas casas, a água de chuva pode ser utilizada não só em banheiros, mas para lavar roupas, pisos e carros. Na área rural, o uso na irrigação é de suma importância, já que no setor existe a utilização intensiva e desperdício crônico de água.

Nas indústrias, as chuvas servem para serviços de limpeza, climatização interna e resfriamento de telhados e de máquinas, entre outros.Com a implantação do sistema, pode-se poupar de 30% a 50% da água encanada proveniente de empresas de abastecimento.

Essa vantagem, acrescida de incentivos municipais, poderá amortizar o custo de instalação do sistema e proporcionar economia de dinheiro e preservação da água.

Fonte: CBH

  
  

Publicado por em

Aparecida Faleiro Bousquet

Aparecida Faleiro Bousquet

07/11/2008 18:42:24
Como Cientista Política acho a ideia excepcional, pena que já construi minha casa.
Parabéns pelo Projeto.

Maria da Graça de Oliveira Greff

Maria da Graça de Oliveira Greff

03/11/2008 22:00:18
Tudo até aqui está ok, mas penso, que para a eficiência ser tangível e incontestável, deveriam ampliar a divul-
gação de forma maciça e sem restrições p/ implantação do sistema de captação e reciclagem das águas. Atuações preventivas devem começar agora!

H.henriques dos anjos

H.henriques dos anjos

03/09/2008 18:21:33
Excelente idéia,muito bem ! Parabéns, vamos enfrentar essas Companhias de Águas Estatais, que querem proibir o cidadão de fazer o aproveitamento racional das águas da chuva, como do reúso das águas domésticas. Esta medida deveria ser implantada obrigatoriamente para todo o país. Nós brasileiros somos esbanjadores de água, a qual recebemos tratada, potável a preço muito barato, por isso esperdiçamos. Chegou em boa hora, vamos seguir a tendência mundial dos países civilizados, pois somos ainda, subdesenvolvido,vivemos "acorrentados", com o resquício do Brasil Colônia, das graças, do Estado Todo Poderoso, perdulário e em muitas situações irresponsável.