Jardim Botânico-RJ sediou o Encontro Águas de Março 2007

A Petrobras participou, na quarta-feira, dia 21 de março, do primeiro dia do Encontro Águas de Março 2007, no Espaço Tom Jobim - Cultura e Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O objetivo do evento, que pro

  
  

A Petrobras participou, na quarta-feira, dia 21 de março, do primeiro dia do Encontro Águas de Março 2007, no Espaço Tom Jobim - Cultura e Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. O objetivo do evento, que prosseguiu até odia 22, foi discutir o manuseio e a preservação da água como recurso natural estratégico e contribuir para a sensibilização da sociedade e o incentivo ao diálogo sobre o tema. O Encontro foi promovido pela Associação de Cultura e Meio Ambiente e pela Fundação France-Libertés

Presente ao evento, a presidente da Fundação France-Libertés, Danielle Mitterrand, lembrou que a água é um recurso estratégico e deve ser gerenciado pelo poder público como um bem essencial.

"O direito à água deve ser assegurado em nível das constituições e dos tratados internacionais de comércio. Devemos defender o direito à água como defendemos os direitos humanos, porque sem água não há vida", enfatizou Danielle Mitterrand.

O gerente de Relações Institucionais da Área de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras, Flavio Torres, entregou aos participantes da mesa de abertura material para a divulgação do projeto Água em Unidade de Conservação, que tem apoio da companhia. O kit, que também foi distribuído a representantes de ongs, inclui ferramentas para a multiplicação das ações desenvolvidas no Parque Nacional da Tijuca. O projeto abrange ações de monitoramento de mananciais, reflorestamento, recuperação de açudes e educação ambiental envolvendo comunidades e escolas.

O coordenador de Recursos Hídricos e Efluentes da Petrobras, Antonio Luis Peres, afirmou, durante sua palestra, que a solução para o desafio do uso sustentável dos recursos hídricos passa pela gestão participativa, envolvendo a sociedade organizada. De acordo com ele, 27 empregados da Petrobras já fazem parte de comitês de bacia, iniciativa que conta com o estímulo da companhia.

Peres disse que a companhia investiu, entre 2000 e 2004, R$ 734 milhões no tratamento de efluentes. E destacou a preocupação com o apoio a projetos que estimulam a preservação ambiental: "Nas duas seleções públicas realizadas pelo Programa Petrobras Ambiental, foram contemplados 70 projetos, com cerca de R$ 88 milhões".

O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Minc, lembrou que a Petrobras é uma das empresas parceira do governo estadual em projetos que têm como meta a plantação de 20 milhões de árvores em quatro anos, entre eles o Corredor Ecológico do Comperj. Conforme o secretário, o complexo petroquímico que a Petrobras construirá em Itaboraí será referência na utilização responsável da água, com uso de tecnologia de ponta para tratamento de efluentes e redução de emissões.

O jornalista André Trigueiro, outro palestrante do Encontro, lembrou que, apesar de 1,1 bilhão de pessoas não terem acesso a água potável, de acordo com a ONU, existem recursos hídricos suficientes para os cerca de 6,5 bilhões de habitantes do mundo. Isso se deve, conforme Trigueiro, à desigualdade na distribuição e à má gestão desses recursos. Ele defendeu a gestão calcada em princípios técnicos e comprometida com a sustentabilidade como solução principal para o problema.

E acrescentou: "Nada adianta se não houver mobilização do indivíduo. Governos, empresas, universidades, igrejas, eventos, tudo isso é feito de pessoas. A educação ambiental não é fácil onde a escassez não é percebida na vida diária, mas essa educação é fundamental".

Os resultados do projeto Água em Unidade de Conservação, desenvolvido desde 2005 pelo Instituto Terrazul, em parceria com a Petrobras e o Ibama, foram apresentados durante o Encontro Águas de Março 2007. O projeto tem como objetivo a proteção dos mananciais do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, e inclui ações de monitoramento da qualidade das mananciais de água, reflorestamento, propostas de gestão sustentável da área e a formação de uma rede de desenvolvimento local, com incentivo à participação comunitária.

São cinco linhas de ação que, de forma integrada, estão contribuindo com a melhoria da qualidade da água que nasce no interior desta Unidade de Conservação. A partir desse trabalho, o Parque Nacional da Tijuca passou a ter uma atividade inédita de monitoramento da qualidade de suas águas. Além disso, foram desenvolvidas ações para ampliação da cobertura florestal, com melhoria da biodiversidade, do solo, e, conseqüentemente, da água.

As ações desenvolvidas para Proteção, Manejo e Recuperação da Flora e do Solo resultaram em medidas que garantem a qualidade e quantidade da água produzida por bacias hidrográficas do Parque Nacional da Tijuca.

Outro resultado é um modelo próprio de gestão, ecologicamente ajustado. As diversas ações de educação ambiental desenvolvidas tanto no Parque quanto em seu entorno geraram parcerias com comunidades e escolas que estão engajadas em sua proteção, com a formação de multiplicadores das ações de conservação da floresta e dos recursos hídricos e também de um Conselho Consultivo atuante para a Unidade de Conservação.

Fonte : Gerência de Imprensa da Petrobras

Del Valle Editoria

Contato: vininha@vininha.com

Site: www.animalivre.com.br

  
  

Publicado por em