Movimento Grito das Águas fez protesto contra a privatização dos Caminhos do Rei Garopaba

Uma comitiva de ambientalistas de vários estados do Brasil e até do exterior desembarcam na sexta-feira, 18 de abril, na região de Garopaba (litoral sul catarinense), para apurar denúncias do Movimento Grito das Águas quanto a destruição dos “Caminh

  
  

Uma comitiva de ambientalistas de vários estados do Brasil e até do exterior desembarcam na sexta-feira, 18 de abril, na região de Garopaba (litoral sul catarinense), para apurar denúncias do Movimento Grito das Águas quanto a destruição dos “Caminhos do Rei” e de privatização de praias e costões.

Os ambientalistas estiveram no local para produzir um relatório para o Grupo de Trabalho de Recursos Hídricos e Saúde Pública da 4a. Câmara da Procuradoria Geral da República que apura crimes contra o meio ambiente e patrimônio cultural.

Os “caminhos do rei” formavam um conjunto de servidões públicas, abertas pelos índios há mais de 5.000 anos e depois utilizadas pelos açorianos durante a colonização fazendo a ligação por terra entre os portos de Florianópolis e Laguna.

No período da República Juliana, chegaram a ser utilizados pelo Imperador para controlar o avanço das tropas republicanas de Garibaldi e Canabarro e por isso receberam esse nome. O único trecho remanescente, entre Garopaba e Imbituba, vem sendo progressivamente fechado à comunidade, denunciando uma realidade de privatização de áreas costeiras. Isto é crime federal.

Na comitiva dos ambientalistas, 12 estudantes com idades entre 8 e 12 anos da Escola Estadual de Primeiro Grau Engenheiro Mário Salles Souto premiados com essa viagem por terem se destacado na luta pela preservação da Lagoa de Carapicuíba que vem sendo contaminada pelo despejo de dejetos retirados da obra de rebaixamento da calha do rio Tietê na capital paulista. Esta denúncia também está sendo investigada pela 4a. Câmara do Procuradoria Geral da República.

Fonte: Movimento Grito das Águas

  
  

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