Projeto da Embrapa permitirá que até crianças monitorem a qualidade da água

A Embrapa Meio Ambiente (localizada em Jaguariúna/SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com o Laboratório de Ecologia de Insetos Aquáticos e Macroinvertebrados Bentôni

  
  

A Embrapa Meio Ambiente (localizada em Jaguariúna/SP), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em parceria com o Laboratório de Ecologia de Insetos Aquáticos e Macroinvertebrados Bentônicos da UFSCAR - Universidade Federal de São Carlos, e com a ANA - Agência Nacional de Águas, estão desenvolvendo métodos e parâmetros para avaliar a qualidade da água, em função de indicadores biológicos com base na abundância e composição das espécies.

Quer dizer, estão identificando a relação entre a qualidade da água e a presença de macroinvertebrados que vivem no fundo dos rios e lagos (larvas de insetos, moluscos e crustáceos).

O objetivo é elaborar um manual com a descrição detalhada desses organismos, a fim de possibilitar de forma clara e objetiva a determinação da qualidade da água de um determinado local.

A exemplo do que vem ocorrendo em outros países, a idéia é que essa avaliação ambiental, com vistas no monitoramento dos recursos hídricos, possa ser feita até por crianças.

Nesse sentido, é importante notar que o monitoramento dos recursos hídricos é parte integral do manejo ambiental e se destaca como um requerimento essencial para assegurar o desenvolvimento da economia, da sociedade e da preservação do meio ambiente em geral.

O estabelecimento de parâmetros físico-químicos para a qualidade da água é necessário para proteger os ecossistemas, facilitar o controle de descargas de efluentes e identificar problemas de contaminantes na água.

Entretanto, o estabelecimento de normas apropriadas para a proteção ambiental é muito mais difícil no caso dos ambientes aquáticos em função da sua complexidade e diversidade.

Dessa forma, a avaliação biológica da qualidade da água deverá se tornar um procedimento fundamental para o manejo e proteção dos ecossistemas aquáticos, porque somente essas técnicas biológicas poderão demonstrar que a integridade desses ecossistemas está sendo mantida.

A proposta da Embrapa em parceria com a UFSCAR e a ANA tem por objetivo a preservação da biodiversidade e a manutenção dos processos e sistemas biológicos a fim de manter os ecossistemas aquáticos sustentáveis e preservar a diversidade genética.

Por esta razão, indicadores biológicos de qualidade de água devem ser adotados para avaliar os impactos ambientais e contribuir para a elaboração de modelos de gestão ambiental com base na preservação da biodiversidade dos ecossistemas aquáticos.

"O indicador máximo e mais eficiente da sustentabilidade dos ecossistemas aquáticos deve ser a "sanidade" da comunidade biológica", explica o pesquisador responsável pelo projeto, Júlio Queiroz.

Sistemas biológicos são conhecidos por serem muito vulneráveis, acrescidos das diferenças marcantes de sensibilidade entre os diferentes ecossistemas e da tolerância das comunidades biológicas a poluentes específicos e outros estressores.

O somatório desses fatores torna essencial que o manejo ambiental dos ecossistemas aquáticos seja feito em uma base ecossistema x ecossistema, isto é, por meio da avaliação das comunidades biológicas que compõem ecossistemas similares poluídos e não poluídos.

Fonte: Embrapa

  
  

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