Qualidade da água na formação do Rio Piracicaba, em Americana-SP, é péssima.

No Relatório de Qualidade das Águas Interiores do Estado - 2002, divulgado recentemente pela Cetesb(Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), as bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí foram apontadas entre as mais degradadas do Estado.

  
  

No Relatório de Qualidade das Águas Interiores do Estado - 2002, divulgado recentemente pela Cetesb(Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), as bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí foram apontadas entre as mais degradadas do Estado.

A região é altamente industrializada, apresentando problemas ambientais decorrentes da poluição dos corpos d’água, pela falta de tratamento de esgotos.

As bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí apresentam-se bastante deterioradas, com corpos d’água enquadrados nas classes 1, 2, 3 e 4.

Nas classes 1 e 2, as águas são consideradas excelentes e próprias para o consumo. Até a classe 3, as águas servem para abastecimento doméstico, após tratamento convencional.

Na classe 4, os rios já não fornecem água de qualidade, restringindo-se à navegação, harmonia paisagística e usos menos exigentes.

Quanto ao Rio Corumbataí, a água é boa, com a classificação 2, embora alguns trechos apontem classe 4, em trechos onde a água está muito poluída. Problemas como assoreamento da calha, desbarrancamento das margens, tombamento de árvores no leito, lançamento de esgoto doméstico e industrial, pastoreio de gado próximo às margens do rio agravam ainda mais a situação.

No relatório da Cetesb, divulgado no final de julho de 2003, os rios Piracicaba e Corumbataí aparecem em condições críticas, estando o Rio Capivari também bastante poluído.

O ponto de maior poluição apontado é onde se dá a formação do Rio Piracicaba, na altura do município de Americana. Nesse trecho, a qualidade da água é péssima.

As cargas poluidoras são intensas nas bacias PCJ. São resíduos domiciliares, comerciais e hospitalares, produzidos por cerca de 4,5 milhões de habitantes. As bacias PCJ produzem 157 toneladas/dia de esgoto urbano e 83 toneladas/dia de resíduos industriais.

Campinas está entre as cidades que mais poluem as bacias, aguardando a conclusão da Estação de Tratamento do Piçarrão, que prevê o tratamento de 50% do esgoto do município. Atualmente, Campinas trata apenas 10% do esgoto

Trata-se de uma situação que pede urgente socorro, necessitando de vultosos investimentos.Em recente entrevista concedida ao `Jornal de Piracicaba`, o secretário-executivo do Comitê PCJ, engenheiro Luiz Roberto Moretti, afirmou que os R$ 56 milhões aplicados em tratamento de esgoto, de 1995 a 2003, não foram suficientes, pois correspondem a pouco mais de 1/5 do necessário. Para recuperar as bacias PCJ seriam necessários $ 1,5 bilhão, ao longo de 20 anos.

Moretti faz menção ao movimento Redenção Ecológica do Piracicaba, Campanha Ano 2000, gerado pelos técnicos e ambientalistas da Ass.dos Eng.e Arquitetos de Piracicaba, e encampada pelo Conselho Coordenador das Entidades Civis de Piracicaba, há muito preocupados com a situação dos nossos rios.

O secretário-executivo do CBH-PCJ lembra que o alerta à degradação dos mananciais da região vem, com maior ênfase, desde a década de 80, bem antes da criação do Consórcio e do Comitê PCJ.

Contudo, Moretti não deixa de considerar que, em uma década, houve consideráveis avanços. Quando da implantação do Comitê PCJ, em 1993, o índice de tratamento de esgoto era de 4%; atualmente é de 24%.Espera-se que, dentro de 2 anos, a marca seja dos 50%.Sem dúvida, os avanços percentuais se devem à ação de colegiados da natureza do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, aos quais cabe aprovar a proposta do plano de utilização,conservação, proteção e recuperação dos recursos hídricos da bacia hidrográfica.

Um dos instrumentos de gestão que podem alavancar o aumento do índice de tratamento de esgotos na região é a cobrança pelo uso da água.

Segundo Moretti, trata-se de um mecanismo que irá possibilitar a execução de obras para despoluição dos mananciais. Prevê-se uma arrecadação da ordem de R$ 60 milhões por ano nas bacias da região.

Além disso, espera-se que o projeto da cobrança tenha forte repercussão de caráter ambiental, uma vez que formará a consciência ecológica quanto a respeitar e usar racionalmente os recursos hídricos.

Contudo, o secretário-executivo do CBH-PCJ salienta que nenhum valor de cobrança está estabelecido.

Será o Comitê que decidirá. Acredita que será uma implantação gradativa, proporcionando aos usuários de recursos hídricos adquirir confiança e notar as ações em benefício dos mananciais da região.

Fonte: Ass. de Imprensa Comitê PCJ

  
  

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KERCIA

KERCIA

27/04/2009 15:31:51
AS PESSOAS DEVIAM ZELAR MAIS PELO NOSSO PATRIMONIO.

Caipira-cicabana

Caipira-cicabana

17/09/2008 14:44:00
eu nao acho que o rio piracicaba seja um dos mais poluidos!!!
compare nosso riozinho com o rio tietÊ.....

pelo amor de Deus....=P

Mauro

Mauro

07/09/2008 17:36:54
gostaria de saber de onde é captada a agua que abastece americana, e como é feita esta captaçao.