Saneamento é estratégico para o país preservar reservas de água

A ONU - Organização das Nações Unidas alerta que a água será o grande pólo de conflito no século XXI, pois a falta de líquido potável no planeta poderá afetar quase metade da população mundial dentro de 20 anos. Em entrevista ao programa Revista Brasi

  
  

A ONU - Organização das Nações Unidas alerta que a água será o grande pólo de conflito no século XXI, pois a falta de líquido potável no planeta poderá afetar quase metade da população mundial dentro de 20 anos.

Em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional AM, o secretário Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades, Abelardo Oliveira Filho, explicou que a ONU acredita que mais de 2,5 bilhões de pessoas vão enfrentar a falta de água em 2025, caso o consumo mundial continue no patamar atual.

Nesse contexto, o Brasil tem um papel fundamental, pois o país concentra entre 12% e 16% da água doce mundial. Essa reserva, no entanto, é distribuída de forma desigual: dois terços dessas águas brasileiras estão na Amazônia.

“A questão da água é um problema estratégico e cientistas já denunciaram isso. Acreditamos que aqui, no país, temos que trabalhar na perspectiva da preservação dos mananciais e da educação sanitária e ambiental para a população, com o intuito de que ela se sensibilize para a necessidade da preservação da água para gerações atuais e futuras”, destacou o secretário.

União, estados, municípios e sociedade civil precisam trabalhar juntos em programas de utilização racional de água para se evitar o desperdiço e a poluição.

“Neste caso específico, cabe ao Poder Público uma tarefa muito grande. Na verdade, nós temos uma dívida social imensa na área de saneamento. Existem, ainda, em pleno século XXI, pessoas que moram em áreas urbanas e não têm água potável de qualidade`, lembrou Abelardo Oliveira Filho.

Ele também considera fundamental esse esforço conjunto para trabalhar a perspectiva da preservação dos mananciais. Além da construção e ampliação de sistemas de esgotamento sanitário, como forma de evitar que o esgoto doméstico e industrial polua os rios.O secretário afirma que é preciso investir na coleta, no tratamento da água e na disposição adequada dos resíduos sólidos.

“Neste início de governo estamos construindo alguns programas para trabalhar, prioritariamente, nas áreas de pobreza do norte e nordeste do país, locais com os maiores déficits de saneamento do Brasil. Temos um grupo envolvendo nove ministérios para contribuir para o Plano Plurianual 2004-2007, na área do saneamento ambiental`, acrescentou Oliveira Filho, observando que o objetivo é estabelecer programas comuns, evitando superposições e paralelismos.

“É um grande passo, um trabalho gigantesco. Vamos construir um programa que desenvolva a sensibilidade da sociedade e trabalhe em parcerias”.

Fonte: Agência Brasil

  
  

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