Unesco realiza em MT o lançamento do Ano Internacional da Água Doce

O Ano 2003 foi declarado pela ONU - Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional da Água Doce, cujo objetivo é incentivar, apoiar e divulgar iniciativas para a conscientização da água como elemento vital para a saúde, a produção de alimentos, a

  
  

O Ano 2003 foi declarado pela ONU - Organização das Nações Unidas como o Ano Internacional da Água Doce, cujo objetivo é incentivar, apoiar e divulgar iniciativas para a conscientização da água como elemento vital para a saúde, a produção de alimentos, a preservação dos ecossistemas e o desenvolvimento social e econômico.

Por conta disso, a Unesco realiza em Mato Grosso o
lançamento do Ano Internacional da Água Doce no próximo dia 10 de abril, no Auditório da Fiemtec, em Cuiabá. O evento contará com a presença do coordenador da área de meio ambiente da Unesco Brasil, Celso Schenkel.

Entre os assuntos a serem abordados está a meta da ONU em reduzir pela metade o número de habitantes sem acesso à água potável até 2015. Isso porque, de acordo com o próprio órgão, a pobreza está intrinsecamente ligada à crise da água.

De acordo com dados da própria ONU, metade da população dos países em desenvolvimento está exposta a fontes de águas poluídas e contaminadas. Ou seja, facilitar um melhor acesso aos recursos hídricos pode contribuir com a erradicação da miséria.

Também serão discutidas as relações entre recursos hídricos e meio ambiente, agricultura, desenvolvimento, industrial e social a partir de dados divulgados recentemente pela Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura no Relatório Mundial sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos.

De acordo com o estudo, dois milhões de toneladas de dejetos humanos, além de resíduos industriais, químicos e agrícolas são jogados em águas receptoras todos os dias. Nesse ritmo alucinante, a contaminação das águas pode chegar, num futuro breve, a 12 mil km3. Para se ter uma idéia do que isso significa, toda a água contida em todas as represas até hoje construídas no mundo não passam de 8 mil km3.

Em relação ao Brasil, o relatório diz que o país tem água em quantidade suficiente para atender a todos, mas a distribuição é irregular. Num ranking da Unesco envolvendo 180 países sobre a quantidade anual de água disponível per capita, o Brasil aparece na 25ª posição - com 48.314 m³. Por todo o país, 92,7% das residências têm rede de água potável, no entanto, apenas 37,7% das
casas estão ligados a rede de esgoto. Ou seja, os outros mais de 60% dos dejetos são despejados diretamente nos rios e mares.

O relatório aponta que para uma melhor gestão da água, o que falta é maior comprometimento político, direcionar melhor os recursos financeiros, investimentos firmes em educação e democratização da informação e, principalmente, uma mudança radical de atitude e comportamento na construção de novos cenários para o mundo. Caso contrário, o planeta não suportará o ritmo atual do uso da água.

Para debater sobre este panorama, problemas e alternativas para a questão da água em Mato Grosso estarão presentes na conferência, o presidente da Fema - Fundação Estadual do Meio Ambiente, Moacir Pires, a doutora em ecologia, Carolina Joana, da Unemat, o doutor em recursos hídricos, Pierre Girard, da UFMT -Universidade Federal de Mato Grosso e também a consultora Daniela Maimoni Figueiredo, que fará a abertura do evento.

Fonte: Atitude Verde

  
  

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