WWF-Brasil defende acesso à água no Fórum Social Mundial

No Ano Internacional da Água Doce, 2003, o WWF-Brasil realizará no III Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, 3 oficinas em torno do tema água e a importância das florestas para a conservação deste recurso vital. O assunto é urgente. No Brasil, quase 9

  
  

No Ano Internacional da Água Doce, 2003, o WWF-Brasil realizará no III Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, 3 oficinas em torno do tema água e a importância das florestas para a conservação deste recurso vital. O assunto é urgente.

No Brasil, quase 9 milhões de famílias não têm acesso a água potável em casa. Cerca de 70% das internações hospitalares no País são provocadas por doenças transmitidas por água contaminada, gerando um gasto adicional de US$ 2 bilhões por ano no sistema de saúde.

`Queremos fortalecer a temática ambiental em Porto Alegre, evidenciando a interligação da área social e ambiental`, disse Samuel Barrêto, coordenador do Programa Água Para a Vida do WWF-Brasil.

`Vamos lançar nosso programa de água para o grande público e convidar a sociedade brasileira a trabalhar pela inclusão hídrica, defendendo o princípio de água para todos.`

O WWF-Brasil tem atualmente o maior programa do terceiro setor dedicado à água doce. A organização criou o Programa Água Para a Vida em 2001, com o apoio do Banco HSBC. Cerca de US$ 5 milhões serão aplicados, até 2007, em projetos espalhados por todo o Brasil.

Desenvolvimento sustentável, fortalecimento dos organismos de gestão de bacias hidrográficas, recuperação de rios e mananciais, educação ambiental e um forte trabalho de conscientização da sociedade são alguns dos focos do programa.

O WWF-Brasil pretende fomentar discussões, no Fórum Social Mundial, em torno da gestão dos recursos hídricos e da integração das políticas de água e floresta, além de debater a implementação dos acordos relativos a água e saneamento firmados na Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável, realizada no ano passado na África do Sul.

Veja abaixo as oficinas:

Perspectivas pós Rio+10 - Gestão da água e da floresta: lacunas, sobreposições e sua interface com as políticas setoriais - 25 de janeiro- 8h30 - PUC Prédio: 50 Sala: 805

Nesta oficina, técnicos e convidados do WWF-Brasil, provenientes de organizações representativas de quatro dos principais biomas nacionais, vão refletir, à luz dos resultados da Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável, sobre a gestão dos recursos hídricos e florestais.

A floresta tem um papel estratégico para o equilíbrio do ciclo hidrológico regional e na preservação da biodiversidade necessária aos ciclos de vida dos ecossistemas aquáticos e terrestres. A floresta é, ainda, um recurso essencial para os diferentes tipos de usos sustentáveis dos ambientes regionais.

O objetivo da oficina é discutir e dar subsídios para a formulação e implementação de políticas integradas de conservação e gestão de recursos hídricos e florestais.

Membros da Mesa:

Gilney Vianna - Secretário de Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente

Heloisa Dias - Reserva da Biosfera da Mata atlântica

Adriana Ramos - Instituto Socioambiental

Paulo Amaral - Instituto do Homem e do Meio Ambiente na Amazônia (IMAZON)

Analuce Freitas e Samuel Barrêto: WWF-Brasil

A Participação da Sociedade Civil na Gestão dos Recursos Hídricos no Brasil - 25 de janeiro - 14h30 PUC Prédio: 12 Sala: 701

A segunda oficina do WWF-Brasil vai tratar de um tema atual e cada dia mais urgente: a participação - consciente - da sociedade civil na gestão dos recursos hídricos, em especial nos organismos de bacia, como consórcios, comitês e conselhos.

Esses organismos são modernos instrumentos de administração criados pela lei que instituiu a política nacional de recursos hídricos (Lei 9.433/97). Para que funcionem bem, seus integrantes devem ser capacitados. Como há constante rotatividade de membros, a capacitação precisa ser permanente.

Os participantes da oficina tentarão identificar lacunas na articulação dos organismos de bacias com outras políticas setoriais. Eles também debaterão os instrumentos econômicos de gestão, entre eles a cobrança pelo uso da água, a transparência no uso dos recursos e os mecanismos que permitam à sociedade acompanhar o destino deles.

A oficina pretende ainda levantar aspectos importantes que possam ser incorporados na pauta de recursos hídricos, principalmente para a região amazônica e Centro-Oeste, a ser formulada pelo Conselho Nacional de Recursos
Hídricos e implementada pela Agência Nacional de Águas.

Membros da mesa:

Alcides Farias - ECOA - Ecologia e Ação - MS

Dra. Juliana Santili - Promotora do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

Maria Luisa Ribeiro - Fundação SOS Mata Atlântica, Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas - SP

Paulo Maciel - Coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas

Samuel Barrêto - Coordenador do Programa Água Para a Vida do WWF-Brasil

Educação Ambiental: metodologias participativas e gestão de recursos naturais -26 de janeiro - 14h30 -PUC Prédio:11 Sala:613

A oficina de educação ambiental vai simular uma consulta pública a respeito de uma questão que envolva conflito no uso dos recursos naturais - por exemplo, a construção de uma barragem em um rio.

Os participantes farão o papel dos grupos interessados. Poderão representar políticos de projeção nacional, municípios,empresários, sindicatos, ambientalistas, pescadores, agricultores, fazendeiros, comitês de bacias hidrográficas, ONGs locais e nacionais etc, dependendo da questão.

A proposta da oficina é demonstrar uma metodologia educacional que por essência é prática e participativa. Essa metodologia também contribui para entender a complexidade dos conflitos no uso dos recursos naturais e os mecanismos para sua resolução.

Coordenadores:

Larissa Costa e Hamish Aitchison - Programa de Educação Ambiental do WWF-Brasil

Fonte: WWF-Brasil

  
  

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