Caso raro, anta gêmea de Itaipu gera primeiro filhote

O Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná (2004) posiciona a anta como uma espécie em perigo

  
  
Amada e o irmão, o macho Bio, são filhos de Zefa e Pimpolho, casal de antas formado no Refúgio Biológico / Nilton Rolin /Itaipu Binacional

Em julho de 2011, o Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), da Itaipu Binacional, registrou o caso raro de nascimento em cativeiro de um casal de antas gêmeas. Um novo capítulo dessa história aconteceu no último dia 23 de abril, quando a anta Amada, a fêmea do casal de gêmeos, deu à luz o primeiro filhote.

O animal nasceu com cerca de seis quilos e passa bem de saúde. Amada e o filho permanecem no criadouro do RBV, uma área isolada do zoológico. Quando completar dois meses de idade, poderá ser transferido para um recinto maior e conviver com os outros animais da espécie, incluindo o pai, o macho Robinho.

O médico veterinário Zalmir Cubas, da Divisão de Áreas Protegidas (MARP.CD) de Itaipu, disse que o filhote nasceu forte e aguentou bem até mesmo os dias mais frios.

“A fase crítica já passou. A atenção da mãe (Amada) é grande, ela tem se comportado muito bem, mesmo sendo a primeira gestação”, afirmou.

Amada e o irmão, o macho Bio, são filhos de Zefa e Pimpolho, casal de antas formado no Refúgio Biológico. O nascimento dos gêmeos, em 2011, surpreendeu os pesquisadores, que não encontraram registro de caso semelhante no mundo.

Na avaliação de Cubas, a gestação de Amada e o surgimento de uma nova geração de antas no Refúgio Biológico comprovam o sucesso do programa de reprodução em cativeiro e é um estímulo para os profissionais envolvidos no trabalho.

“O nascimento de Amada e do irmão Bio já foi um caso raro. Por isso, a sua primeira gestação tem um valor simbólico muito forte. Além disso, nos permite acompanhar a evolução do plantel e mostra que a reprodução aqui está estabilizada”, completou.

O filho de Amada é a 14ª anta nascida no Refúgio Biológico. Já o plantel atual de antas no espaço é de dez animais, sendo seis machos e quatro fêmeas – três delas, em fase reprodutiva.

De acordo com o médico veterinário, o período de gestação da anta é longo – 13 meses. Ao nascer, o filhote se alimenta apenas do leite da mãe. Adulto, come frutas, folhas e grama. A pelagem camuflada, que lembra uma melancia e desaparece em cerca de seis meses, é uma estratégia para se esconder dos predadores, especialmente a onça.

Sobre a espécie

O Livro Vermelho da Fauna Ameaçada no Estado do Paraná (2004) posiciona a anta (Tapirus terrestris) como uma espécie em perigo no Estado, embora exista registro de sua presença em áreas como o Parque Nacional do Iguaçu.

Zalmir Cubas comenta que o trabalho de reprodução do animal ajuda na conscientização, no conhecimento da espécie e no esforço de preservação da biodiversidade na Bacia do Paraná 3. Além disso, contribui com pesquisas científicas – como um projeto inédito de avaliação seminal da espécie desenvolvido com apoio de Itaipu.

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Fonte: Itaipu Binacional

  
  

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