Exposição fotográfica faz apelo para a conservação dos botos da Amazônia

A mostra é composta por imagens de seis fotógrafos profissionais, reconhecidos mundialmente, e de pesquisadores

  
  
O nome boto-cor-de-rosa, popularizou-se no Brasil na década de 80 quando o documentário francês “Jacques Cousteau na Amazônia” / Doug Allan

Nesta quarta-feira (04/5), a Associação Amigos do peixe-boi (Ampa), em parceira com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

(Inpa/ MCTI), lança a exposição “Piraiá-guará: um sedutor ameaçado”, que reúne imagens marcantes da caça ilegal do boto-vermelho.

Ao todo serão expostas 80 imagens, incluindo fotos de atividades de educação ambiental das duas instituições de preservação dos cinco mamíferos aquáticos da Amazônia (peixe-boi, boto-vermelho, boto tucuxi, lontra e ariranha).

A mostra é composta por imagens de seis fotógrafos profissionais, reconhecidos mundialmente, e de pesquisadores do Inpa e da Ampa, que “congelaram” as experiências do campo no monitoramento dos mamíferos aquáticos da Amazônia.

O lançamento será, às 18h30, na Livraria Saraiva do Manauara Shopping, zona centro-sul de Manaus, onde permanecerá até o dia 17 de julho.

Os trabalhos são dos fotógrafos André Zumak, Anselmo D´Affonseca, Doug Allan, Edmar Barros, Kevin Achafer e José Zamith Filho, também curador da exposição.

Piraiá-guará

O boto-vermelho é conhecido como Piraiá-guará, que em tupi-guarani significa “peixe-vermelho”. O nome boto-cor-de-rosa, popularizou-se no Brasil na década de 80 quando o documentário francês “Jacques Cousteau na Amazônia” foi traduzido ao pé da letra do inglês para o português - Pink dolphin como golfinho cor-de-rosa e posteriormente popularizado como boto-cor-de-rosa, para diferenciá-lo do boto-cinza, o tucuxi. E é para o romântico das águas amazônicas que os olhos do mundo estão voltados.

Enquanto uns lutam para a preservação do boto-vermelho; outros o utilizam para fins comerciais, numa pesca totalmente insustentável e ilegal.

“Propomos na exposição ‘Piraiá-guará: um sedutor ameaçado’ um momento de reflexão. Uma oportunidade de perceber que o boto-vermelho vale muito mais vivo que morto.

E, por isso, o nosso desejo é que ele continue encantando os nossos olhos com sua beleza e viva nos rios da maior bacia hidrográfica do mundo, realizando o seu papel de manter o equilíbrio ecológico”, destaca o diretor-executivo da Associação Amigos do peixe-boi (Ampa), Jone César Silva.

Sobre a Ampa

A Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa) atua há mais de uma década na conservação e pesquisa dos cinco mamíferos aquáticos da Amazônia. A organização recebe incentivos do Programa Petrobras Socioambiental, por meio da Petrobras, e do Projeto Ecoturismo Amigo do boto-vermelho, através do Programa Oi Futuro.

Serviço

- O quê: Exposição “Piraiá-guará: um sedutor ameaçado”

- Data: de 04 de junho a 17 de julho de 2014.

- Local: Livraria Saraiva, No Manauara Shopping.

- End.: Av Mario Ypiranga Monteiro, 1300. Adrianópolis - Manaus - AM

Visite: www.revistaecotour.com.br

Fonte: Séfora Antela – Ampa

  
  

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