Filhotes albinos de tartaruga amazônica nasceram em projeto de preservação

No final do ano nasceram cinco filhotes albinos de Iaçá (Podocnemis sextuberculata), no lago do Calabar, no Rio Uatumã, no Amazonas.

  
  

No final do ano nasceram cinco filhotes albinos de Iaçá (Podocnemis sextuberculata), no lago do Calabar, no Rio Uatumã, no Amazonas. Na mesma ninhada nasceram ainda outros cinco filhotes com pigmentação normal.

Entre os filhotes albinos, apenas quatro sobreviveram. Um deles nasceu morto, de acordo com o coordenador do Centro de Preservação e Pesquisa de Quelônios Aquáticos, CPPQA/Balbina-AM, Paulo Henrique Oliveira. O iaçá é uma espécie de tartaruga amazônica que vive em toda a bacia amazônica.

Estes são os primeiros filhotes nascidos em doze anos de projeto. O nascimento foi no dia 12 de dezembro.

A condição do albinismo é determinada geneticamente. Os genes recessivos predominam e impedem a produção de melanina. A sensibilidade à luz e à radiação solar diminui as possibilidades de sobrevivência. Os problemas de visão dificultam a caçada e a fuga de predadores e a ausência de cor reduz as chances de camuflagem na natureza.

Os animais são visados pelo consumo predatório de comunidades ribeirinhas. Os ovos também são foco dessa exploração, o que compromete a reprodução das espécies e aumenta o risco de extinção.

O CPPQA mantém ainda um criatório de tartarugas da Amazônia (Podocnemis expansa) e tracajás (Podocnemis unifilis). São quase 400 tartarugas adultas. Os filhotes são aoltos rio Uatumã. Mais de 110 mil já foram soltos na natureza pelo programa.

Fonte: Ambiente Brasil

  
  

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