No interior de Goiás, projeto proporciona segunda chance a pássaros

Estima-se que haja 935 espécies somente na região do Cerrado, o que corresponde a aproximadamente 50% das aves encontradas em todo o Brasil

  
  

Inúmeras aves voando livremente pela flora do Cerrado. Esta encantadora imagem, constantemente ameaçada pela ação predatória do homem, tem se tornado uma rotina graças ao Bird Land - Terra dos Pássaros.

Mantido em parceria com o Ibama há dois anos, o projeto recupera diversas espécies machucadas, desnutridas ou vítimas de tráfico, que convivem livremente até serem reinseridas aos seus habitats naturais.

Estima-se que haja 935 espécies somente na região do Cerrado, o que corresponde a aproximadamente 50% das aves encontradas em todo o Brasil. Esta profusão favorece a implementação de espaços ecológicos como o Bird Land.

O complexo, dentro do parque aquático Hot Park e ao lado do Rio Quente Resorts, compreende uma área de 2 mil m² coberta com telas galvanizadas de 13 m de altura.

Atração opcional do parque, o passeio pelo viveiro free wing é acompanhado por monitores, orientados sobre como interagir ou tocar as aves, apresentando como funcionam os tratamentos, os dados biológicos e muitas curiosidades. Escolas públicas e particulares da região também podem agendar visitas ao espaço.

Só para se uma ideia da diversidade, entre as espécies cedidas pelo Ibama estão araras, flamingos, faisões, gaviões, papagaios, periquitos, corujas, tucanos e sabiás. Nesta imersão pela natureza ainda é possível encontrar aves típicas como o tagarela papagaio galego, com plumagem verde-clara.

O trabalho é respaldado por uma equipe técnica formada por um biólogo, dois veterinários, um nutricionista, três tratadores, duas recepcionistas e dois guardas-noturnos.

“É uma atração que conquista pessoas de todas as idades e ressalta a importância da preservação do nosso patrimônio mais importante, a fauna e a flora”, destaca o biólogo Sidney Faleiro.

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Fonte: Renata Nogueira

  
  

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Justino

Justino

23/08/2011 16:21:00
Meu nome é justino, parabéns pela iniciativa e pelo belo trabalho. Sou de Brasília e trabalhei como veterinário durante 8 anos no Zoológico daqui.Fazia tratamento e cirurgias de animais mutilados nas apreensões do IBAMA, readaptação e soltura daqueles que estavam aptos. Hoje faço trabalho com aves e peixes que habitam a região do Jardim Botânico de Brasília, que possui uma área preservada de cerrado de 5000 hectares