Ong baiana é suspeita de acobertar tráfico de animais

O vice-presidente da CPI, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB/PA) pediu para que fosse checada a vida do norte-americano Charles Moon, suspeito de usar a ONG BioBrasil como fachada para o tráfico de animais. Charles Moon preside conjuntamente com o veterinár

  
  

O vice-presidente da CPI, deputado Asdrúbal Bentes (PMDB/PA) pediu para que fosse checada a vida do norte-americano Charles Moon, suspeito de usar a ONG BioBrasil como fachada para o tráfico de animais. Charles Moon preside conjuntamente com o veterinário Pedro Cerqueira a ONG que está sob a mira da CPI que investiga o tráfico de animais.

Levantamento feito pela Interpol, em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente, revela que o comércio clandestino de animais e de madeira gera uma renda mundial de US$ 30 bilhões, sendo que 15% desse montante tem origem no Brasil, ou seja US$ 4,5 bilhões.

A Bahia é o principal Estado nordestino em número de espécimes traficados para outras partes do País e exterior. Acusados de conivência com o tráfico se defendem atacando os opositores.

O gerente executivo do Ibama na Bahia, José Guilherme da Mota, por exemplo, acusou o Grupo de Defesa Ambiental Gambá, sediado em Salvador, de “plantar informações mentirosas nos jornais”.

Mota negou as acusações de participação de fiscais do Ibama em ações ilícitas, reiterou que investigações da Procuradoria Nacional do órgão nada detectaram nesse sentido na Bahia.

“Isso é coisa de um tal Renato Cunha (do Gambá)”, acusou. Sobre a deficiência do Ibama revelou que tem 218 funcionários ao seu dispor quando considera o ideal 550.

Renato Cunha, um dos coordenadores do Gambá e de outra ONG, a Mata Atlântica, ressaltou que os indícios de corrupção são fortes e a mídia nacional já demonstrou haver a participação de fiscais do Ibama no tráfico de madeiras na Bahia.

“Mil Autorizações de Transporte de Produtos Florestais foram roubadas do escritório do Ibama em Vítória da Conquista e nunca apareceram”, lembrou.

O deputado Asdrúbal Bentes solicitou também que fosse quebrado o sigilo bancário do funcionário do Ibama de Barreiras, (a 857 km de Salvador), Edilson Pereira dos Santos. Luciano Menezes, diretor nacional de fiscalização do Ibama, se diz pesaroso com a possível existência de corrupção no setor de fiscalização do órgão na Bahia.

Fonte: Ibama

  
  

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Luiz Filipe Muniz Frosi

Luiz Filipe Muniz Frosi

27/11/2008 17:09:08
Uma simples suspeita da participação de quem fiscaliza as ações que envolvem o meio ambiente já é profundamente lamentável. Pior, no Brasil, quando apuradas todas as denúncias e confirmadas as irregularidades e os crimes, as punições, se aplicadas, chegam a ser motivo de chacota por outros países e pela população indignada, que assite atônita a estas barbaridades. Já passou da hora desses parlamentares egoístas, gananciosos e folgados legislarem em prol do país e da manutenção, ou melhor, da recuperação das condições dignas de vida da população que TRABALHA e que produz as riquezas, e da manutenção dos presentes que nossa MÃE NATUREZA nos deu. Falta, e muito, um único sentimento aos legisladores e a alguns executores da lei, o conhecido, intrínsico, mas desprezado PATRIOTISMO. Nossos parlamentares estão todos completamente desprovidos desse sentimento. Não é a toa que EUA e outros países mais novos que o Brasil estão em melhores condições econômicas, e de olhos no Brasil. Quando não tivermos mais nada a proteger, com todos os ecossitemas alterados e impossibilitados de recuperação, será tarde, e todos, inclusive estes que detém o poder de decisão e nada fazem, sofreremos as consequências. O mundo já está sofrendo. ACORDA BRASIL!
Como pode um país com tamanha riqueza (dimensão territorial, solos, clima, vegetação, fauna, flora, profissionais, tecnologia, população, trabalho, ausência de terremotos e outros eventos do tipo, furacões, vulcões, e uma infinidade de outras características benéficas e favoráveis)não ter a capacidade de utilizá-los pra benefício da própria população. Se considerarmos todos estes fatores e as condições em que vivemos, podemos concluir com muita tristeza que somos o PIOR PAÌS do MUNDO. Até quando?