Parque no interior de SP recria Patagônia com pinguins-de-magalhães

Os exemplares farão parte de um projeto que cria um pedaço da Patagônia no interior paulista.

  
  

O Parque Ecológico Dr. Antônio Teixeira Vianna, de São Carlos (231 km de SP), recebeu na última segunda-feira (16) 12 pinguins-de-magalhães, animais que habitam o extremo sul do continente americano. Os exemplares farão parte de um projeto que cria um pedaço da Patagônia no interior paulista.

As 12 aves marinhas foram transferidas do aquário de Guarujá, no litoral paulista, que estava superlotado de pinguins. Elas irão permanecer em quarentena, em um setor interno com piscina, entre 15ºC, e devem ser expostos ao público no final deste semestre.

Segundo o diretor do zoológico, Fernando Magnani, os pinguins-de-magalhães, em sua maioria, chegam ao Brasil arrastados pelas correntes marítimas, por estarem debilitados ou por serem ainda muito novos.

"As aves trazidas aqui para o parque são jovens, com um ou dois anos de vida. Provavelmente, deve ter sido a primeira navegação delas."

O pinguim-de-magalhães atinge até 20 anos de vida, 60 cm de altura e pode ser facilmente encontrado no sul do continente e até mesmo no Rio Grande do Sul.

São mais comuns que o pinguim-imperador, alçado à fama em recentes documentários e animações. O imperador é uma espécie que habita a Antártida e que chega a 1,10 m. Outra vantagem do pinguim-de-Magalhães é de se adaptar ao calor: suporta ambientes de até 20ºC - o pinguim-imperador não sobrevive a temperaturas maiores que 5ºC.

Além dos pinguins, o zoo já abriga duas espécies originárias da região da Patagônia: a lhama e a alpaca.

O parque deve inaugurar até junho o projeto Planície Patagônia, com um pinguinário e uma planície que abrigará 11 espécies que habitam o extremo sul do continente. "Queremos criar uma coleção didática da Patagônia no interior", disse Magnani.

Fonte: Rede de Ong’s da Mata Atlântica

  
  

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