Pesquisa sobre pombos é ampliada para outras cidades da Baixada Santista

Nesses estudos, ao mesmo tempo em que se constatou aumento da população, foi apurado que as fezes dos pombos (a fresco) não estariam causando nenhum tipo de patologia para os seres humanos.

  
  

O médico veterinário Eduardo Ribeiro Filetti anunciou no dia05/11, que a pesquisa sobre a população de pombos, que realizou em Santos e São Vicente nos últimos anos, está sendo ampliada para outras cidades da Baixada Santista. O planejamento prevê a coleta de dados nos meses de dezembro e janeiro, com tabulação, análise e divulgação de resultados em maio de 2009.

Segundo explicou Filetti, o objetivo é apurar a população urbana e a eventual disseminação de doenças por parte da ave. “O pombo se reproduz com muita facilidade na região, pois temos comida em abundância (no porto e pessoas que alimentam), ausência de predador natural, como o gavião, e uma geografia favorável”, comentou.

O levantamento tem a chancela da Universidade Santa Cecília (Unisanta), na qual Filetti é professor, e é coordenado pelo diretor da Faculdade de Biologia, Roberto Patella. Os trabalhos de campo serão executados por acadêmicos do curso.

Filetti explicou que a Unisanta é pioneira em vários trabalhos de pesquisa no Brasil e na América do Sul, entre os quais a pesquisa sobre a população urbana de pombos em Santos e São Vicente. Nesses estudos, ao mesmo tempo em que se constatou aumento da população, foi apurado que as fezes dos pombos (a fresco) não estariam causando nenhum tipo de patologia para os seres humanos.

Entre as sugestões para controlar a população foi sugerida a introdução de anticoncepcionais na comida das aves para, de uma forma ecológica, evitar a sua reprodução. ”Somos totalmente contra qualquer tipo de crueldade contra essas aves, que são símbolo da paz”, afirmou Filetti.

Contudo, conforme já detectado, a reprodução em Santos e São Vicente é muito alta. “Temos que frear essa proliferação, até para a própria integridade dos pombos”, defende o professor. “Se a situação persistir teremos problemas de convivência dos seres humanos e pombos”.

Fonte: Luiz Carlos Ferraz /Titan Comunicação

  
  

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