Presidente da CPI da Biopirataria se alia a Polícia Federal para combater o tráfico de animais

O Deputado Federal pelo PSDB de São Paulo, Antonio Carlos Mendes Thame, Presidente da CPI da Biopirataria no Congresso Nacional, agentes da Polícia Federal e representante da FUNAI–Fundação Nacional do Índio, estiveram nos Estados Unidos, apurando d

  
  

O Deputado Federal pelo PSDB de São Paulo, Antonio Carlos Mendes Thame, Presidente da CPI da Biopirataria no Congresso Nacional, agentes da Polícia Federal e representante da FUNAI–Fundação Nacional do Índio, estiveram nos Estados Unidos, apurando detalhes de um importante caso de apreensão de artefatos indígenas e procedendo ao repatriamento de parte do material apreendido.

A apreensão foi de mais de 1000 produtos de artesanato, oriundos de cerca de trinta tribos indígenas, produzidos com partes de exemplares de espécies animais ameaçadas de extinção, como Arara Azul de Lear, Gavião Real, onça, macacos, Tamanduá-bandeira e jacaré.

O responsável, o empresário americano de origem theca Milan Hrabovisky, montou uma grande linha de produção em série, com índios de mais de 30 tribos trabalhando diretamente para ele.

Os produtos eram enviados para os Estados Unidos e Europa, via Sedex, sem quaisquer autorização de autoridades brasileiras ou do país destinatário, para abastecer suas duas empresas montadas especialmente para vender os produtos naqueles países.

O americano, conhecido como Milano, foi preso graças a uma operação conduzida em conjunto pela Polícia Federal brasileira e pela U.S. Fish&Wildlife Service, entidade conhecida nos Estados Unidos como o “FBI das florestas”, e aguarda na prisão julgamento final, podendo receber pena de cinco anos de reclusão.

O material apreendido que retorna ao Brasil passará por perícia e instruirá inquérito instaurado pelo delegado federal Jorge Pontes para averiguar a participação de brasileiros, inclusive funcionários públicos, no esquema organizado pelo americano Milan Hrabovisky.

Segundo o presidente da CPI, Antonio Carlos Mendes Thame, casos como este confirmam cada vez mais a falta de controle no Brasil na saída de artefatos indígenas.

Mendes Thame destaca que a biopirataria é hoje a terceira atividade ilegal mais rentável do mundo. Segundo dados da Polícia Federal, o tráfico de animais movimenta anualmente R$ 90 bilhões. Só o Brasil é responsável por 30% deste movimento.

Informação Adicional:

A CPI da Biopirataria é destinada a investigar o tráfico de animais e plantas silvestres, a exploração e o comércio ilegal de madeira.

Fonte: AG Comunicação Ambiental

  
  

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