Solta no Parque Pau Brasil primeira ave silvestre monitorada via satélite na Mata Atlântica

O “Projeto Harpia na Mata Atlântica” é de grande importância, tendo em vista que os resultados servirão como subsídios para futuros programas de manejo e conservação da espécie

  
  

Uma Harpia, espécie de águia brasileira, foi solta na quinta-feira (15/5) no Parque Nacional Pau Brasil, na Bahia. Desde então, ela está sendo monitorada por rádio-transmissor via satélite.

O procedimento para a devolução da ave à natureza durou cerca de uma hora. É o primeiro animal silvestre monitorado por satélites brasileiros na Mata Atlântica e o segundo no Brasil – o primeiro (também uma Harpia) está na Amazônia.

Foram acoplados à ave dispositivos de monitoramento tais como anilha e microchip com código de identificação específico, que poderá ser lido à distância, além de radiotransmissor.

Após a soltura, o colaborador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), José Eduardo Mantovani, permanecerá observando o comportamento da águia nos primeiros dias pelas matas do Parque.

A Harpia deverá ser monitorado via satélite pelos próximos três anos, gerando informações sobre a sua movimentação na floresta atlântica e nos mosaicos formados pelas matas e plantios de eucalipto, bem como a distância de dispersão desta espécie nesta região.

Esta espécie possui ampla distribuição nas florestas do Brasil, mas é extremamente ameaçada de extinção na Mata Atlântica. O “Projeto Harpia na Mata Atlântica” é de grande importância, tendo em vista que os resultados servirão como subsídios para futuros programas de manejo e conservação da espécie no bioma da Mata Atlântica.

O projeto é um dos sub-projetos do "Projeto Gavião-real", cujo objetivo principal é a conservação da espécie no Brasil, com financiamento da Fundação O Boticário, da Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel e da coordenação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Na Mata Atlântica, o projeto surgiu após animais da espécie serem resgatados pelo Ibama no sul da Bahia, e destinados aos cuidados da RPPN. Em 2006, foram adquiridos equipamentos de telemetria via-satélite para monitorar o deslocamento e uso da área pela águia, que já estava sendo reabilitada na reserva.

Em 2007 foram realizadas reuniões técnicas que consolidaram o "Projeto Harpia na Mata Atlântica", que visa a conservação da espécie no Extremo Sul da Bahia. O monitoramento via satélite é uma das recomendações do Plano de Ação Nacional para a Conservação de Aves de Rapina do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Instituto Chico Mendes

  
  

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