Tartaruga gigante volta ao mar após tratamento no Aquário de Santos

Missão cumprida: às 15h10, voltou para o seu habitat natural a tartaruga-de-couro, conhecida como tartaruga gigante

  
  
O tratamento do animal contou com o envolvimento dos biólogos e da equipe do Aquário

Missão cumprida: às 15h10 desta sexta-feira (25), voltou para ‘casa’ a tartaruga-de-couro, conhecida como tartaruga gigante, que no último dia 17 foi resgatada pelo Aquário de Santos, onde se encontrava em tratamento.

O macho adulto, acomodado em uma piscina com 2,5m de diâmetro e protegido do sol por uma lona, foi transportado no rebocador Regulus, da Saveiros Camuyrano, do Grupo Wilson, Sons, e solto a 60 km da costa, 15 km após o Parque Marinho da Laje de Santos. O rebocador partiu às 11h30 do cais da Marinha e foi acompanhado por uma lancha da ONG Laje Viva.

“Ela recebeu soro, glicose, vitaminas e proteínas antes de ser liberada para a viagem”, afirmou a veterinária Cristiane Lassálvia, no início dos procedimentos de transferência da tartaruga, do tanque extra do Aquário para a piscina instalada em um veículo do Auto Socorro Parreira.

Envolta em manta plástica e rede, ela foi colocada por oito pessoas sobre uma plataforma protegida por colchonetes, içada por um guindaste da empresa Ideal – com 1,80 m de comprimento, o animal pesa cerca de 400 kg e tem mais de 50 anos de idade. A operação foi acompanhada por grande público, que aplaudiu a saída do veículo, às 10h.

A tartaruga foi solta sem que os veterinários do parque tenham um diagnóstico do que motivou a distenção de suas alças intestinais, fato que levou o animal a nadar adernado à direita, situação em que se encontrava quando foi resgatado no canal do estuário.

“Provavelmente ela apresenta um quadro de enterite, infecção que pode ter sido provocada pela ingestão de algum material, como saco plástico”, comentou o veterinário Gustavo Dutra. O tratamento contou ainda com o envolvimento dos biólogos e da equipe do Aquário.

Ineditismo
Dutra afirmou que a permanência, por mais tempo no parque, poderia causar uma lesão muscular na tartaruga, animal selvagem que não conhece limites do cativeiro.

“Foi feito todo o possível e acreditamos que ela possa se recuperar naturalmente”, frisou o veterinário, lembrando que os procedimentos desenvolvidos no parque, como acesso vascular guiado por ultrassom e exames radiográficos, dificilmente foram realizados antes, no Brasil, em tartarugas dessa espécie.

Fonte: Prefeitura de Santos

  
  

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