Aterro sanitário no Rio ganha estação de tratamento de efluentes líquidos

Destino final de mais de 80% do lixo produzido na região metropolitana do Rio de Janeiro ganhou novas instalações na Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos

  
  

Destino final de mais de 80% do lixo produzido na região metropolitana do Rio de Janeiro, o Aterro do Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, ganhou novas instalações na Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos – ou chorume, o líquido preto que escorre do lixo. Essa é a primeira fase do sistema de tratamento que envolve duas etapas e tem previsão para terminar em 60 dias.

O assessor da diretoria técnica e industrial da Comlurb, José Henrique Penido, explicou que as novas instalações vão contribuir para a melhoria e qualidade ambiental do Jardim Gramacho.

“O chorume tem uma carga de matéria orgânica que contamina os recursos hídricos, o lençol freático e estava prestes a contaminar a Baía de Guanabara, já que o Aterro do Gramacho fica às suas margens”, explicou. “Com a nova estação, o aterro vai absorver 1.920 metros cúbicos de chorume por dia, quase seis vezes mais do que absorve hoje, e será uma das maiores unidades de tratamento do mundo desse tipo de resíduo”.

A iniciativa faz parte do processo de recuperação e manutenção do Aterro do Jardim Gramaxo, iniciado em 1997. A Comlurb chegou a afirmar que o local que recebe mais de 8 mil toneladas de lixo por dia estava condenado.

De acordo com Penido, novos estudos geotécnicos mostraram que o local agora terá uma sobrevida de mais quatro anos, mas que seu fechamento é inevitável. A prefeitura do Rio criou um grupo de trabalho para estudar alternativas para o futuro tratamento do lixo.

O presidente da Associação dos Catadores do Jardim Gramacho, Sebastião Santos, disse que os mais de 1.200 catadores que trabalham no aterro estão preocupados com o possível fechamento do local. “A medida é muito boa para a comunidade e para o meio ambiente, mas espero que não se esqueçam dos catadores, que precisam de incentivo e apoio para continuar exercendo seu trabalho”.

Para ele, é fundamental que as autoridades criem uma política de inclusão social para a categoria. Os catadores, assinalou Santos, ainda não têm seu papel social reconhecido, embora desempenhem um trabalho importante para a sociedade por ajudar na reciclagem de resíduos e desafogar os aterros sanitários, reduzindo assim gastos do poder público.

Segundo Penido, os novos aterros sanitários não poderão ter a presença de catadores por questões de segurança para a saúde humana e ambientais. No entanto o edital de concessão da Comlurb exige que a empresa que ganhou a licitação para administrar o aterro pague R$ 1,2 milhão por ano durante 14 anos para um Fundo de Participação dos Catadores. “Esse fundo será administrado pelos próprios catadores, que poderão usar o dinheiro para gerar emprego e renda ou até mesmo cursos para que se capacitem para outras profissões.”

Fonte: Agência Brasil
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