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Conama aprova separação e tratamento do lixo hospitalar

Resíduos de saúde deverão, a partir da terça-feira (29/3), passar por um tratamento antes de serem despejados em aterros sanitários licenciados. O Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou a revisão da resolução 283, de 2001, que trata da separa

30 de Março de 2005.
Publicado por Equipe EcoViagem  

Resíduos de saúde deverão, a partir da terça-feira (29/3), passar por um tratamento antes de serem despejados em aterros sanitários licenciados. O Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente aprovou a revisão da resolução 283, de 2001, que trata da separação do lixo hospitalar nos locais onde são gerados e de sua disposição final.

As modificações realizadas na resolução 283 asseguram um lugar adequado para os resíduos de saúde. As prefeituras que não tem aterro sanitário, ao invés da incineração, processo de alto custo, poderão colocá-los em um local preparado e devidamente licenciado por um órgão ambiental. Além disso, a quantidade de lixo que precisa de tratamento deverá diminuir significativamente.

Segundo o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langone, o Brasil ainda possui problemas na disposição do material contaminado dos serviços de saúde. A idéia, com a resolução, é separar a maior parte do lixo contaminado do lixo comum, reduzindo assim o volume a ser tratado e diminuindo, além do risco para a saúde, o custo na destinação final.

`A maior parte dos resíduos contaminados que saem desses estabelecimentos não precisam estar contaminados porque podem ser separados do lixo comum. A destinação final dos resíduos de serviços de saúde é muito cara, porque tem que ser feita ou em locais especiais ou receber tratamento adequado, como incineração`, aponta Langone.

O diretor do Conama, Nilo Dinis, explicou que atualmente, por orientação da Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o lixo hospitalar do grupo A4, considerado de alto risco para o ser humano e para os animais, pode ser colocado em aterros comuns, sem ter que passar por um tratamento especial.

De acordo com a resolução, os geradores de resíduos de serviços de saúde, como hospitais, laboratórios e outros, terão dois anos, da data da publicação no Diário Oficial, para se adequarem as novas exigências. Caberá aos órgãos estaduais e municipais de meio ambiente a fiscalização do cumprimento da resolução.

Segundo o médico Luiz Carlos Fonseca, assessor técnico de Ministério da Saúde, a partir da resolução, uma classificação vai orientar a forma de separar e tratar cada tipo de resíduo.

`Quanto mais rápido separar o resíduo, menor risco representa para a comunidade, para a saúde individual e coletiva`, disse.

`O resíduo quimioterápico tem ação direta na pele e quando em contato pode queimar. Então, deve ser descartado em lugar devido e acondicionado corretamente. A mesma coisa acontece com os líquido do Raio X, que se forem soltos na natureza do jeito que estão nas máquinas de processamento, podem contaminar o meio ambiente. São esses cuidados que a gente quer que todo mundo tenha a partir de agora.`

A outra resolução aprovada pelo Conama trata da presença de fósforo em sabão em pó. O objetivo da resolução é reduzir a eutrofização (crescimento excessivo de plantas aquáticas) nas águas do Brasil. A alta concentração de fósforo na água provoca a proliferação das algas tóxicas que afeta o equilíbrio ambiental chegando a prejudicar até o funcionamento das turbinas das usinas hidrelétricas.

O Conama espera que com essa resolução ocorra uma redução significativa de fósforo nas águas no período de três anos. As punições para quem descumprir ambas resoluções serão administrativas.

`Tanto os fabricantes de sabão em pó se sentirão obrigados a cumprir os índices estabelecidos, quanto aqueles responsáveis pela saúde do município a fornecer um tratamento adequado para os resíduos de saúde`, concluiu Dinis.

Fonte: Radiobrás

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Comentários

osvaldo da rosa soares

 postado: 3/2/2009 14:02:22editar

Ótima medida, mas que tem que ter uma fiscalização rigorosa. Aqui na minha cidade por exemplo não temos lixão licenciado e o lixo hospitalar muitas das vezes vai parar no rio paraiba do sul. Uma vergonha!!!!!!!!!

 

geanny - Bahia

 postado: 4/4/2009 23:30:17editar

É muito importante para o Brasil aderir essas tecnicas, pois economiza e previne toda a população.
É muito importante que esse método também seja aplicado nos interiores e que exista um orgão de fiscalização especializado. Vamos ajudar o meio ambiente.

 

KAREN

 postado: 25/5/2009 22:52:48editar

eu achei otima pois estou fazendo um trabalho com esse tema e achei o que eu estava precisando vou falar para todos entrarem nesse site. muito obrigado com carinho KAREN

 

Anderon F. Oliveira

 postado: 11/1/2010 20:48:36editar

Sou Adm. Hospitalar, e creio que se faz necessario lembrar que o maior gerador de residuos hospitalares, são os Hospitais a serviço do SUS`s, que remunera abaixo dos valores reais. Seria importante que o SUS`s participe deste processo, obrigando e remunerando este serviço.

 

Daniela Reis

 postado: 20/8/2010 19:09:56editar

Sou Bióloga, e tenho certeza que esta resolução é um avanço, pois o lixo se constitui hoje como um desafio para toda a população e sendo o lixo hospitalar altamente contagioso, merece sim passar por uma triagem interna já que a maioria das cidades não possui aterro sanitário, ficando exposto e contaminando a população, disseminando um ciclo de doenças, agora essa resolução precisa ser de fato fiscalizada pelo órgão competente, se não passa a ser mais uam resolução.

 

 

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