Notícias > Ambiente > Nosso lixo >Cooperativa de catadores de lixo do DF produz embalagens para o Banco do BrasilA cooperativa de catadores de lixo 100 Dimensão, do Distrito Federal, aceitou o desafio de produzir 13 mil embalagens artesanais, confeccionadas a partir de restos de papel, papelão e fibras de bananeira, para o Banco do Brasil. Na quinta-feira, 9/1210 de Dezembro de 2004. Publicado por Equipe EcoViagem A cooperativa de catadores de lixo 100 Dimensão, do Distrito Federal, aceitou o desafio de produzir 13 mil embalagens artesanais, confeccionadas a partir de restos de papel, papelão e fibras de bananeira, para o Banco do Brasil. Na quinta-feira, 9/12, eles realizam a entrega de 4,6 mil caixas, que representam a primeira parte do pedido. A encomenda, que será utilizada para acondicionar os brindes de relacionamento habitualmente distribuídos pela instituição, envolve 60 das 200 famílias que integram a Cooperativa 100 Dimensão. A maior parte dos trabalhadores diretamente envolvidos na linha de produção é constituída por jovens com mais de 17 anos. `A maioria dos meninos que trabalham na oficina são pais pela primeira vez. Geralmente, sem emprego, eles abandonam suas famílias. O projeto da 100 Dimensão busca estimulá-los a assumirem as crianças. E isso está dando certo`, explica Sonia Maria da Silva, presidente da cooperativa de catadores. Para produzir embalagens com qualidade e design, os catadores da 100 Dimensão buscaram apoio no Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Pequena Empresa), que colocou técnicos dentro do galpão da Cooperativa para Depois de entregar todas as peças, a presidente da 100 Dimensão pretende buscar outros clientes no mercado. `Estamos pensando em trabalhar com a fibra do coco, que poderia ser coletada aqui mesmo em Brasília, de graça nos quiosques, para transformá-las em papel`. Equipamentos de gente grande Para estimular a inclusão social a partir da capacitação e da geração de renda, a Fundação Banco do Brasil está investindo no desenvolvimento da cadeia produtiva da reciclagem. Em todo o país, atualmente, mais de 40 associações e cooperativas de catadores participam dos programas da Fundação. De acordo com o presidente da Fundação Banco do Brasil, Jacques Pena, `o estímulo e a capacitação dos catadores de material reaproveitável são iniciativas que garantem a inserção social de maneira sustentável, aproveitando o imenso volume de matérias desprezado pela sociedade, que podem se transformar em insumos e renda.` Com os investimentos da Fundação Banco do Brasil, a Cooperativa 100 Dimensão adquiriu equipamentos como liquidificadores industriais, guilhotinas e máquina de corte, que possibilitam aos catadores atender, inclusive, outros fabricantes de papéis reciclados e pequenas gráficas da região. Fonte: Banco do Brasil |
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