Notícias > Ambiente > Nosso lixo >Fiocruz e Viva Rio acertam parceria para coleta seletiva de lixo de comunidades pobres do Rio de JaneiroO projeto será aplicado em Jacarepaguá, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, que irá atender a cinco comunidades da região (Caminho da Cachoeira, Sampaio Correia, Viana do Castelo, Faixa Azul e Remédios).
Em parceria com a organização não governamental Viva Rio, a Fiocruz lança hoje (8) um programa de cunho social, voltado à coleta seletiva de resíduos sólidos em seu campus da Mata Atlântica, em Jacarepaguá, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, que irá atender a cinco comunidades da região (Caminho da Cachoeira, Sampaio Correia, Viana do Castelo, Faixa Azul e Remédios). O programa desenvolvido em parceria com o Viva Rio terá duas vertentes, informou ontem (7) à Agência Brasil o gestor da diretoria de Administração da Fiocruz no campus da Mata Atlântica, William Keller de Rezende Lima. O material que for coletado no pavilhão agrícola da Fiocruz será transportado para o campus de Manguinhos. “Simultaneamente, o programa vai atender às comunidades localizadas dentro do campus, por meio de um trabalho já articulado com cooperativas”. Os funcionários da Fiocruz e do Viva Rio envolvidos no programa receberão treinamento para aprender a separar e armazenar o lixo de forma correta, “para que a coisa funcione normalmente”, disse Keller. Os materiais recicláveis externos ao campus da Mata Atlântica serão enviados à Cooperativa de Catadores CoopBarra. O gestor de Meio Ambiente da Fiocruz, Tatsuo Shubo, disse que o programa que será desenvolvido no campus Mata Atlântica é pontual e difere do programa institucional que a instituição implantou no campus de Manguinhos, na zona norte, por força do decreto presidencial 5.940/2006, que trata da coleta seletiva pelos órgãos públicos federais. No campus de Manguinhos, o programa de coleta seletiva solidária de resíduos sólidos já conseguiu ter 42% de cobertura, em um ano e meio de implantação. A tecnóloga ambiental da Fiocruz Karina Santoro revelou que isso significa que dez unidades da Fiocruz já estão sendo atendidas pelo programa, envolvendo 50 departamentos e prédios que já efetuam a coleta de papel e papelão. Karina Santoro disse que quando o programa atingir 100% de cobertura, será implantada a coleta de outro tipo de resíduo, como plástico, por exemplo. Isso deverá ser alcançado dentro de dois anos. A área de Meio Ambiente da Fiocruz promove cursos e treinamentos para as equipes de limpeza. “Se a gente não qualificar, não adianta nada, porque eles são os agentes principais dessa coleta”. No ano passado, o campus de Manguinhos consumiu 34 mil resmas de papel de escritório em dez unidades. Desse total, 17% foram encaminhados à reciclagem. Karina Santoro informou que a coleta efetuada desde 2008 superou 90 toneladas de material encaminhado para reciclagem em uma empresa conveniada. A ideia é ampliar, em 2010, o programa institucional de coleta seletiva solidária de resíduos sólidos aos demais campus da Fiocruz (Manguinhos, Expansão, Mata Atlântica, Instituto Fernandes Figueira (IFF) e Laboratório Hélio Fraga, recentemente incorporado à Fiocruz). Fonte: Agência Brasil
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