Projeto na Baixada Fluminense transforma catadores em agentes ambientais

Um programa de inclusão social que vincula o resgate da cidadania com a preservação do meio ambiente conquistou o Prêmio do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e serve agora de model

  
  

Um programa de inclusão social que vincula o resgate da cidadania com a preservação do meio ambiente conquistou o Prêmio do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e serve agora de modelo para outras cidades do Brasil e da América Latina.

Batizado de “Coleta Seletiva Solidária”, o programa é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente de Mesquita, na Baixada Fluminense. Busca capacitar e apoiar o trabalho de catadores de materias recicláveis.

Entre os municípios interessados em multiplicar a iniciativa estão as cidades de Angra dos Reis, Itaboraí, Nova Iguaçu e Volta Redonda, no Rio de Janeiro. O projeto também já chamou a atenção da Rede de MercoCidades, organização que reúne cidades pertencentes aos países que compõem o Mercosul.

A secretária de Urbanismo e Meio Ambiente de Mesquita, Kátia Perobelli, conta que a iniciativa começou com apenas três catadores e atualmente já apóia duas cooperativas, caminhando para uma terceira. Os catadores fazem a coleta em cerca de sete mil residências que aderiram ao projeto, à média de 300 casas por catador.

“Toda semana tem reunião com as cooperativas. E a gente faz um planejamento onde todo o programa é discutido com os catadores: as ruas que eles vão ampliar, as novas casas que vão abrir", explica a secretária. "Então, é um programa territorial na cidade toda, dá mobilidade aos catadores, reafirma a identidade deles enquanto grupo. É um projeto de inclusão social, de geração de trabalho e renda. Eles já estão ganhando em média, quase R$ 500 por catador.”

Um dos catadores envolvidos no projeto é Nivaldo Florentino Romão, 57 anos, natural de Pernambuco, que mora em Mesquita desde os quatro anos de idade. Chamado por um vizinho para participar do projeto, Romão comemora o salário certo que recebe todo mês e que resulta em benefício para toda a família. “A gente coleta, prensa e os compradores vêm e compram os nossos produtos. E graças a Deus tem sido muito benéfico para a gente."

A coleta inicial é acompanhada por dez agentes ambientais da prefeitura. A partir daí, os próprios catadores são transformados em agentes do meio ambiente. A Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente pretende transferir para os catadores, por meio da cessão de uso, todos os equipamentos disponibilizados para o trabalho da coleta de materiais recicláveis.

repórter: Alana Gandra
fonte: Agência Brasil

  
  

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Adeilton fernandes da costa

Adeilton fernandes da costa

01/09/2008 11:57:58
Muito interessante o trabalho, gostaria de saber mais sobre este projeto. Sou prof. da Universidade Federal de Rondonia.Porto Velho precisa de programas deste tipo.
Abracos