Ano Polar Internacional começa com foco nas mudanças climáticas

Aida Feitosa Começa nesta quinta-feira (1º) o quarto Ano Polar Internacional (API). Até março de 2009, cientistas de todo o mundo estarão envolvidos em um programa de cooperação científica interna

  
  

Aida Feitosa

Começa nesta quinta-feira (1º) o quarto Ano Polar Internacional (API). Até março de 2009, cientistas de todo o mundo estarão envolvidos em um programa de cooperação científica internacional para estudo do Ártico e da Antártica, com foco nas mudanças climáticas.

O lançamento no Brasil será nesta quinta-feira, às 14h, no Ministério da Ciência e Tecnologia, com transmissão ao vivo, em teleconferência, da Antártica. O secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, participará do evento. Para comemorar a data será realizada, no hall de entrada do Ministério do Meio Ambiente, uma exposição sobre a região antártica e exibido o vídeo "Brasil na Antártica".

O envolvimento do Brasil no API será realizado no âmbito do Programa Antártico Brasileiro, vinculado ao Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT). Os projetos brasileiros, em cooperação com outros países, envolverão: estudos da atmosfera e sua conexão com a América do Sul; impacto do clima espacial na atmosfera polar e influência das correntes oceânicas provenientes da Antártica na plataforma da América do Sul, em especial na costa brasileira.

Também serão estudadas as alterações na massa de gelo da Península Antártica e seus conseqüentes impactos nos ecossistemas terrestres e marinhos; biodiversidade molecular; e ecologia microbiana. Um dos grandes projetos do API que conta com a participação brasileira é o Censo de Vida Marinha Antártica, que faz parte do maior inventário de espécies marinhas já realizado.

Segundo a coordenadora do grupo de avaliação ambiental do Programa Antártico Brasileiro, Tânia Brito, estudar o que acontece na Antártica é fundamental para entender as mudanças em curso no mundo. "A região é o refrigerador do planeta. É na Antártica que são formadas as correntes marítimas e atmosféricas que vão influenciar outras regiões". Tânia destaca ainda que com o estudo do gelo da região, cuja espessura em algumas áreas é de quase cinco mil metros, pode-se conhecer as alterações climáticas nos últimos milênios e compará-las com as atuais. "O gelo é o melhor arquivo da história climática do planeta", explica.

Nos últimos quatro anos, o Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o MCT, induziu e financiou o projeto Mudanças Ambientais na Antártica, que investigou os reflexos das alterações ambientais globais percebidas na região e seu impacto no território brasileiro. Esse trabalho envolveu centenas de pesquisadores do Brasil.

O Ano Polar Internacional (API) terá participação da comunidade científica mundial: 50 mil cientistas de 63 países, envolvidos em 227 projetos, concentrando esforços para compreender as implicações das mudanças ambientais percebidas na Antártica e no Ártico e sua importância ambiental e econômica para o planeta.

Organizado pelo Conselho Internacional para Ciência e pela Organização Meteorológica Mundial, o lançamento mundial será em Paris, França.

Fonte: MInistério do Meio Ambiente

  
  

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