Cientistas publicam novos estudos sobre o carbono estrutural

O carbono estrutural, conhecido em inglês como black carbon, é um elemento importante para entender o estado ambiental do planeta. Como o aquecimento global e o efeito estufa estão relacionados com o ciclo global de carbono, conhecer todos os elos desse p

  
  

O carbono estrutural, conhecido em inglês como black carbon, é um elemento importante para entender o estado ambiental do planeta. Como o aquecimento global e o efeito estufa estão relacionados com o ciclo global de carbono, conhecer todos os elos desse processo tem se tornado um grande desafio científico.

Os cientistas já sabem que a maior parte do carbono estrutural originado nas queimadas ou em atividades industriais que utilizam o petróleo como fonte de energia se acumula primeiro no solo.

Depois, essas estruturas químicas são levadas para os sedimentos aquáticos e uma grande quantidade fica no fundo do mar. O que não se sabia é que as estimativas das quantidades de black carbon depositadas no assoalho marinho poderiam estar superestimadas.

Cálculos realizados por uma equipe da Universidade de Washington, publicados na edição de 22/1 da revista Nature, revelaram números absolutamente diferentes dos que os cientistas dispunham até então.

Pelas novas contas, mais de 50% do carbono presente nos fundos dos mares não saiu de queimadas produzidas pelo homem.

Segundo o estudo, tal quantia seria derivada de um tipo de carbono fóssil que chegou aos mares originários de rochas. A equipe de cinco pesquisadores, liderada por Angela Dickens, da Escola de Oceanografia da Universidade de Washington, conseguiu, como grande trunfo, desenvolver uma nova abordagem química para o problema.

Até hoje, ninguém havia conseguido montar um tipo de análise que separasse os dois tipos de carbonos. A opinião é de Michael Schmidt, professor do Departamento de Geografia da Universidade de Zurich, que comentou a pesquisa para a Nature.

`O trabalho nos faz pensar em novos caminhos`, disse. Segundo Schmidt, toda generalização é perigosa. Como o estudo analisou apenas amostras do Pacífico Norte, na opinião do pesquisador europeu mais dados, de outras partes do mundo, precisam ser gerados para que a suspeita seja confirmada.

Fonte: Agência Fapesp

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