Créditos de carbono atraem empresas brasileiras

Embora o Protocolo de Kyoto ainda não esteja em vigor, empresas de países desenvolvidos despertaram para a necessidade de compensar a emissão de gases poluentes com a compra de créditos de carbono. Essa tendência faz com que instituições do mundo inteiro

  
  

Embora o Protocolo de Kyoto ainda não esteja em vigor, empresas de países desenvolvidos despertaram para a necessidade de compensar a emissão de gases poluentes com a compra de créditos de carbono. Essa tendência faz com que instituições do mundo inteiro voltem os olhos para o Brasil.

O Banco Mundial (Bird) - instituição que identifica projetos ambientalmente responsáveis em todo o mundo - já intermediou a venda de créditos de dois projetos brasileiros e analisa outros dez.

O banco administra fundos de diferentes países, como Espanha, Holanda e Itália, e conta com mais de US$ 500 milhões para investir nesse segmento. Segundo estimativas de mercado, esse comércio poderá movimentar, em todo o mundo, até US$ 2 bilhões por ano.

Os empreendimentos de geração de energia limpa estão entre aqueles que podem obter uma fonte extra de recursos com a comercialização de créditos de carbono. Entre os projetos analisados pelo Bird, encontram-se três usinas de geração de energia a partir do bagaço de cana, de São Paulo, que contam com o apoio do Programa de Incentivo às Fontes Renováveis de Energia (Proinfa).

Até agora, os dois únicos projetos aprovados são de aterros sanitários. Em junho, a Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, formada por nove ministérios, aprovou os projetos Nova Gerar, em Nova Iguaçu (RJ) e Vega, em Salvador (BA).

Os dois empreendimentos devem reduzir suas emissões de gás carbônico em 30 milhões de toneladas nos próximos dez anos, podendo representar no mercado de créditos um valor de US$ 150 milhões.

Como praticamente não emitem gás carbônico na atmosfera, as usinas de energia solar, eólica, biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas são capazes de comercializar esses créditos. Para isso, precisam se adequar às normas do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), previstas no Protocolo de Kyoto.

A aprovação pelo Governo Federal dos projetos que vão comercializar créditos de carbono é uma das exigências das regras desse mercado.

Para se ter uma idéia, apenas este ano, o Ministério da Ciência e da Tecnologia recebeu cerca de 50 projetos solicitando aprovação.

O crescente interesse dos investidores pode ser explicado: mesmo antes da entrada em vigor do Protocolo de Kyoto, a União Européia já estabeleceu um acordo para redução de emissão de gases poluentes, que entra em vigor em janeiro do próximo ano.

Fonte: Agência Eletrobrás

  
  

Publicado por em

Osvaldo do Nascimento

Osvaldo do Nascimento

19/09/2008 09:54:24
Agilidade no exame dos pedido e projeto para a defesa
do meio ambiente, quando solicitado pelo projetista .