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Entidades brasileiras apresentaram pesquisas sobre carbono na COP-10

As pesquisas e perspectivas brasileiras na área de carbono foram apresentadas na terça-feira (14/12) na COP-10, a décima conferência das partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Buenos Aires, na Argentina , que contou com

6 de Abril de 2005.
Publicado por Equipe EcoViagem  

As pesquisas e perspectivas brasileiras na área de carbono foram apresentadas na terça-feira (14/12) na COP-10, a décima conferência das partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Buenos Aires, na Argentina , que contou com a participação de mais de 180 países.

O evento `Sustainable Development and Carbon: Research and Perspectives` reuniu seis palestrantes de diferentes instituições brasileiras e foi realizado na sala A-38 do Pavilhão Azul, no centro de eventos La Rural.

Durante as palestras foram apresentadas as experiências de organizações não governamentais, como os institutos Ecoplan e Ecológica, UFPR - Universidade Federal do
Paraná, Universidade de São Paulo, Petrobrás, entre outras.

O painel abordou novas tecnologias, ferramentas alternativas e pesquisas voltadas à mitigação dos gases de efeito estufa (GEE). Segundo o presidente do Instituto Ecológica, Divaldo Rezende, é uma oportunidade de apresentar o trabalho de organizações que trabalham juntas com um objetivo comum , que é promover o desenvolvimento sustentável do país.

`São ações que contribuem para o fortalecimento e desenvolvimento do MDL no país`, afirma Rezende.

O MDL - Mecanismo e Desenvolvimento Limpo é o único mecanismo de flexibilização do Protocolo de Kyoto que prevê a participação de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil.

O MDL consiste no princípio de que cada tonelada de CO2 deixada de ser emitida ou retirada da atmosfera, por um país em desenvolvimento poderá ser negociada no mercado mundial como créditos de carbono. Esses projetos podem ser energéticos ou florestais e, além de mitigar os GEE, ainda precisam cooperar para o desenvolvimento sustentável do país que abrigar o projeto.

O coordenador do LIF - Laboratório de Inventário Florestal, da UFPR, Carlos Roberto Sanquetta, afirma que este é o momento ideal de mostrar aos outros países que o Brasil tem um grande potencial para desenvolver projetos do MDL, com destaque para os trabalhos na área de floresta.

`O Brasil é um país que possui as maiores taxas de crescimento de florestas, temos tecnologia para o plantio e para quantificar o carbono e uma grande demanda social que pode ser beneficiada pelos projetos do MDL`, diz.

Sanquetta vai apresentar os resultados parciais de uma pesquisa de desenvolvimento de uma metodologia de quantificação de carbono em florestas, realizada em conjunto com o Instituto Ecoplan e a Petrobrás.

`As pesquisas e perspectivas que serão apresentadas no evento terão o papel de divulgar à comunidade internacional algumas iniciativas e ações do Brasil que contribuem para a mitigação dos GEE`, completa o presidente do Instituto Ecoplan, Marco Aurélio Busch Ziliotto.

O gerente geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Energia e Desenvolvimento Sustentável do CENPES da Petrobrás, Ricardo Castello Branco, afirma que o país tem que buscar caminhos sustentáveis para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

`É uma oportunidade para o Brasil mostrar suas experiências e se posicionar como liderança na busca de soluções para o problema`, reforça.

Durante o módulo, Castello vai apresentar as pesquisas e projetos da Petrobrás na produção de energias de uma maneira ambientalmente correta.

Fonte: Ecoplan

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